O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), criticou, em suas redes sociais, manifestações “ilegítimas e antidemocráticas como as de intervenção militar e fechamento do STF”. Neste domingo (1º), atos organizados por apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) pediram “destituição” de ministros do Supremo Tribunal Federal.

Em sua postagem, Pacheco disse que “manifestações populares são expressão da vitalidade da democracia. Um direito sagrado, que não pode ser frustrado”, e reforçou que o 1º de Maio, Dia dos Trabalhadores, sempre foi marcado por reivindicações no Brasil. “Isso serve ao Congresso, para a sua melhor reflexão e tomada de decisões”, afirmou.

Pacheco aponta, contudo, que manifestações como as que pedem intervenção militar e fechamento do STF, “além de pretenderem ofuscar a essência da data, são anomalias graves que não cabem em tempo algum”.

O presidente do Senado não citou nomes ou manifestações específicas, mas atos mobilizados por apoiadores de Bolsonaro hoje deixaram clara uma oposição ao STF e apoio ao deputado Daniel Silveira (PTB-RJ), condenado pela Corte a 8 anos e 9 meses de prisão por ataques à democracia e por incitar violência física contra ministros.

Os dirigentes partidários que ainda trabalham por uma terceira via temem que o MDB irá liberar os diretórios na eleição presidencial se a senadora Simone Tebet não se tornar a cabeça de chapa do grupo.

O MDB está dividido em relação a quem apoiar nesta eleição. Diretórios das regiões Norte (Amazonas) e Nordeste endossam a candidatura de Lula, enquanto os quadros mais ao sul do país se alinham com Bolsonaro. Um total de 20 diretórios defendeu apoio a Tebet.

Ao participar de um evento sobre a terceira via na quinta-feira (28/4), o presidente do MDB, Baleia Rossi, citou a decisão do PSD de liberar os diretórios para negar essa possibilidade.

“Talvez fosse o caminho mais fácil para todos nós, mas eu não serei cobrado pela história por fraquejar no momento em que eu acredito que precisamos nos esforçar ao máximo para dar uma alternativa ao país”, afirmou Baleia.

O temor dos dirigentes da terceira via é de que a liberação dos diretórios poderá ser imposta na convenção do MDB caso o partido não apresente um elemento de união institucional. Em entrevistas, Tebet disse que não será a vice de nenhum candidato.