O senador Rodrigo Pacheco afirmou, na terça-feira, durante discurso no Senado, que as obras inacabadas de hospitais regionais em Minas Gerais se tornaram símbolos de desperdício de recursos públicos e da falta de planejamento na área da saúde. A declaração foi feita em sessão dedicada ao Dia Mundial da Saúde, celebrado anualmente em sete de abril.
Segundo o parlamentar, estruturas que deveriam ampliar o acesso da população aos serviços de saúde seguem paralisadas há anos, comprometendo a descentralização do atendimento no estado. Para ele, essa realidade acaba sobrecarregando Belo Horizonte e outros grandes centros, além de gerar dependência de consórcios intermunicipais que nem sempre conseguem garantir continuidade no cuidado.
Pacheco ressaltou que a correção dessas distorções deve ser tratada como prioridade. De acordo com o senador, é necessário levar a saúde pública para mais perto da população, especialmente em regiões afastadas. “Encurtar distâncias é salvar vidas”, afirmou, ao defender a regionalização como estratégia essencial para reduzir desigualdades.
O senador também destacou que a dimensão territorial de Minas Gerais exige planejamento estruturado e investimentos estratégicos. Para ele, concentrar serviços de alta complexidade apenas em grandes cidades compromete a eficiência do sistema. Nesse sentido, afirmou que cabe ao poder público assegurar que o local de residência não seja um obstáculo ao acesso à saúde.
Durante o discurso, Pacheco relembrou a atuação do Congresso Nacional durante a pandemia de COVID-19, destacando a aprovação de medidas que viabilizaram a compra de vacinas. Ele citou como exemplo o projeto de lei de sua autoria que permitiu a aquisição de imunizantes, classificando a iniciativa como fundamental para salvar vidas.
Ao mencionar o contexto atual, o senador alertou para o avanço da desinformação e o ressurgimento do ceticismo em relação às vacinas. Ele destacou que o tema escolhido pela Organização Mundial da Saúde para 2026, “Juntos pela Saúde. Apoie a Ciência”, reflete um cenário desafiador para a saúde pública.
Segundo Pacheco, a politização de temas sanitários ameaça conquistas consolidadas ao longo de décadas. Ele defendeu que a resposta a esse cenário deve estar baseada em evidências científicas e políticas públicas estruturadas. “A resposta não é o improviso. É a ciência”, afirmou.
O senador concluiu reforçando a importância do compromisso institucional com a vida e com o fortalecimento do sistema público de saúde. Para ele, garantir acesso igualitário e combater a desinformação são pilares indispensáveis para a construção de um sistema mais eficiente, justo e capaz de atender às demandas da população brasileira.
Foto: Divulgação: Senado federal

