O senador Rodrigo Pacheco compartilhou nas redes sociais um vídeo em que a ex-prefeita de Contagem Marília Campos faz um apelo público para que ele dispute o governo de Minas Gerais. A manifestação ocorreu durante um ato político realizado no estado e reforça a pressão para que o parlamentar oficialize sua pré-candidatura.
Cotado como principal nome apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para liderar uma chapa em Minas, Pacheco tem sinalizado, em conversas reservadas, que considera entrar na disputa. Ainda assim, ele mantém cautela diante das indefinições sobre a composição partidária e os acordos políticos necessários para viabilizar a candidatura.
O vídeo compartilhado pelo senador foi gravado no domingo e mostra Marília Campos discursando para apoiadores, pedindo diretamente que Pacheco aceite o desafio eleitoral. A gravação ganhou repercussão após ser publicada inicialmente nas redes da ex-prefeita e, posteriormente, replicada pelo próprio senador em seu perfil.
Dias antes, Pacheco esteve ao lado de Lula em um evento em Sete Lagoas, onde participaram da entrega de ônibus escolares. Na ocasião, o senador destacou a importância de iniciativas voltadas ao fortalecimento da educação e agradeceu ao governo federal pelo apoio aos municípios mineiros.
Apesar dos sinais de aproximação com o campo governista, Pacheco ainda não oficializou sua pré-candidatura ao Palácio Tiradentes nem definiu por qual partido disputará a eleição. Atualmente filiado ao PSD, ele precisará deixar a legenda para concorrer ao governo, já que o partido articula a candidatura do vice-governador Matheus Simões como sucessor de Romeu Zema.
Nas últimas semanas, o senador manteve diálogo com lideranças do MDB e do União Brasil, mas não houve consenso para viabilizar sua entrada nessas siglas. Diante desse cenário, avançaram as tratativas com o Partido Socialista Brasileiro, que desponta como principal destino partidário.
A possível filiação foi discutida em um jantar em Brasília com o presidente da legenda, João Campos, além de outras lideranças, como o vice-presidente Geraldo Alckmin, a deputada Tabata Amaral e o ex-presidente do partido Carlos Siqueira.
No PT, a candidatura de Pacheco já é tratada como praticamente certa. O presidente da sigla, Edinho Silva, tem atuado nas articulações para consolidar o acordo com o PSB e estruturar a aliança em Minas Gerais.
A definição do cenário eleitoral no estado segue em andamento e depende da conclusão das negociações partidárias. Enquanto isso, manifestações públicas como o apelo de Marília Campos aumentam a pressão para que Pacheco formalize sua candidatura e assuma o papel central na disputa pelo governo mineiro.
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

