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O pré-candidato do PSDB à sucessão presidencial, João Doria, disse à CNN que pretende “mais escutar do que falar” na reunião com a cúpula nacional do partido, marcada para a segunda-feira (23).

A reunião, que deve acontecer na capital paulista, tem como objetivo, de acordo com dirigentes do partido, tentar convencer o ex-governador de São Paulo a desistir da disputa ao Palácio do Planalto.

O tucano, no entanto, tem afirmado a um grupo de interlocutores que pretende resistir ao pedido e tem defendido que a definição de um nome seja feita apenas em julho, mês das convenções partidárias.

O nome escolhido pelo PSDB em prévias partidárias tem reclamado que já solicitou três vezes por escrito à legenda o resultado de pesquisa encomendada pelo bloco partidário, mas que até o momento não teve acesso aos dados finais.

A assessoria de imprensa do partido informou que o levantamento eleitoral não foi entregue a nenhum integrante da legenda porque ele não foi registrado na Justiça Eleitoral, mas que pode ser apresentado pelo instituto de pesquisa caso seja solicitado à sigla.

Segundo dirigentes nacionais do PSDB, MDB e Cidadania, o levantamento encomendado pelo bloco partidário mostrou um cenário mais favorável à senadora Simone Tebet (MDB-MS), nome hoje favorito para a capitanear candidatura da chamada terceira via.

Para a reunião de segunda, aliados do tucano afirmam que ele deve levar dados da última edição da pesquisa XP/Ipespe, divulgada na última sexta-feira (20).

O levantamento mostra Doria com 4% das intenções de voto, enquanto Simone pontuou 2%. O tucano aparece, contudo, com uma rejeição maior que a da emedebista, 53% contra 37%.

O argumento de aliados do tucano é de que, apesar de ele ter um nível de rejeição maior, a emedebista é menos conhecida do eleitorado e o percentual de pessoas que dizem que poderiam votar nela é menor.

Nesse quesito, Doria aparece com um percentual de 33% e Simone teve 14%. O argumento do tucano é de que, portanto, a sua capacidade de crescimento nas próximas pesquisas eleitorais é maior.

Nos bastidores, dirigentes nacionais do partido defendem que, caso Simone seja anunciada, Doria seja o candidato a vice-presidente. O tucano, no entanto, ainda não deu mostras de que aceitaria.

Caso ele não queira ocupar o posto, outros nomes do partido têm sido citados, como o ex-governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite, o senador Tasso Jereissatti (CE) e o deputado federal Aécio Neves (MG).

 


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