A China vai continuar a resistir à independência de Taiwan em 2024, ao mesmo tempo que deve promover a cooperação e a reunificação pacífica sob a política de Um País, Dois Sistemas, disse um porta-voz do gabinete chinês para os Assuntos de Taiwan nesta quarta-feira (17).

“No novo ano, aderiremos firmemente à política de ‘reunificação pacífica’ e ao princípio de Uma Só China, em linha com o Consenso de 1992. Seguiremos a aspiração comum dos compatriotas de ambos os lados do estreito de Taiwan para paz, desenvolvimento, intercâmbios e cooperação, opondo-nos inabalavelmente à independência de Taiwan, mantendo a paz, expandindo os intercâmbios, promovendo a cooperação, aprofundando a integração e avançando a reunificação”, disse Chen Binhua em comunicado.

O porta-voz também expressou esperança de que os taiwaneses “permaneçam do lado certo da história e trabalhem conosco para remover obstáculos e promover conjuntamente o desenvolvimento pacífico e abrangente das relações entre os dois lados”.

Chen disse ainda que os resultados das recentes eleições na ilha não podem pôr em causa o fato de Taiwan fazer parte da China, nem mudariam o modelo das relações entre Pequim e Taipé e a sua inevitável reunificação.

“Os resultados das eleições na região de Taiwan mostraram que o Partido Democrático Progressista [DPP] não representa a opinião dominante na ilha”, disse o funcionário.

No sábado (13), Taiwan realizou eleições gerais nas quais o candidato pró-independência Lai Ching-te, do partido governista DPP, venceu com 40,05% dos votos para chefiar a administração da ilha. A sua posse está marcada para 20 de maio. Entretanto, o próprio DPP perdeu 11 assentos no parlamento.

Taiwan é governada independentemente da China continental desde 1949. Pequim vê a ilha como a sua província, enquanto Taiwan — um território com o seu próprio governo eleito — afirma que é um país autônomo, mas não chega a declarar independência.

O Consenso de 1992 se refere a uma reunião entre as delegações de Pequim e Taipé, durante a qual concordaram com o princípio de Uma Só China. Pequim se opõe a quaisquer contatos oficiais de Estados estrangeiros com Taipé e considera indiscutível a soberania chinesa sobre a ilha.


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