Pesquisa Apex/Futura divulgada nesta terça-feira (16) aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno das eleições presidenciais. De acordo com o levantamento, Lula registra 48,1% das intenções de voto, enquanto Flávio aparece com 42,9%. A diferença entre os dois candidatos é de 5,2 pontos percentuais. A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 12 de junho, com 2.000 entrevistados, e possui margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

O estudo mostra que ambos oscilaram dentro da margem de erro em relação ao levantamento anterior, mantendo um cenário de disputa competitiva. Ainda assim, Lula permanece numericamente à frente do senador no confronto direto.

No cenário de primeiro turno, Lula também lidera. O presidente aparece com 41,6% das intenções de voto. Em segundo lugar está Flávio Bolsonaro, com 34,1%. Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 4,5%, Romeu Zema (Novo), com 3,5%, Renan Santos (Missão), com 2,3%, Joaquim Barbosa (DC), com 2,1%, Cabo Daciolo (Mobiliza), com 1,1%, e Augusto Cury (Avante), com 0,9%.

A pesquisa também avaliou a aprovação do governo federal. O percentual de entrevistados que classificam a administração Lula como ótima ou boa chegou a 39,8%, acima dos 37,5% registrados na pesquisa anterior. Já os que consideram o governo ruim ou péssimo somam 41,4%, abaixo dos 45,7% observados no levantamento realizado em maio.

O levantamento mostra ainda melhora na avaliação de outras instituições. O Supremo Tribunal Federal (STF) passou a ser aprovado por 38,3% dos entrevistados, contra 33,9% na pesquisa anterior. A desaprovação da Corte caiu de 54,3% para 51,1%.

O Congresso Nacional também apresentou avanço nos índices de aprovação. Atualmente, 29,8% dos entrevistados avaliam positivamente a atuação do Legislativo, ante 26,1% no levantamento anterior. Já a desaprovação recuou de 60,1% para 58,8%.

Os números indicam uma recuperação moderada da imagem do governo e das instituições, em um período marcado pelo anúncio de novos programas federais, ampliação de linhas de financiamento e medidas voltadas ao estímulo da economia. A evolução desses indicadores deverá continuar sendo acompanhada ao longo da disputa eleitoral de 2026.

Foto: Ricardo Stuckert / PR


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