O pré-candidato do PSDB ao governo mineiro, o ex-deputado federal Marcus Pestana, declarou nesta segunda-feira (27/6), durante o podcast “EM Entrevista”, que Romeu Zema (Novo) é “um governador ausente”.

“Na pandemia, o Zema não assinou um manifesto com os outros governadores. Agora, os governadores estão entrando na Justiça na questão do ICMS e Minas não vai entrar. Então, ele é um governador ausente”, afirmou.

Pestana foi deputado federal entre 2011 e 2019. Antes, chefiou a secretaria de Estado de Saúde no governo do correligionário Aécio Neves.

“Nós achamos que o governador é muito frágil. Falta energia, falta vontade. […] Na reforma tributária nós estivemos ausentes; na reforma tributária nós estivemos ausentes; quando a democracia foi atacada em 7 de setembro do ano passado, não houve a voz de Minas”, declarou.

‘Novo é seita dogmática’

Marcus Pestana disse também que a participação do PSDB na disputa estadual é “mais do que para valer”. Os tucanos estão no centro de um imbróglio começado há uma semana, quando Romeu Zema (Novo) revelou ter convidado o jornalista Eduardo Costa (Cidadania) para ser seu vice-candidato na chapa que tentará a reeleição. Cidadania e PSDB, no entanto, formam uma federação partidária e devem estar no mesmo palanque.

Pestana comparou o Novo a uma “seita dogmática”. “Eles conduzem tão mal que, se bobear, Zema vai ficar solitário, com chapa puro-sangue. Não sei se é isso o que querem. Eles têm um espírito que chamo de seita dogmática. Eles têm dificuldades no Brasil inteiro”, afirmou.

“Não somos moleques e não estamos brincando com a opinião pública e com o povo de Minas Gerais. Então, minha candidatura é mais do que para valer”, complementou o ex-deputado federal.

As críticas de Pestana à condução política do Novo decorrem da lista de possíveis vices de Zema em outubro. Antes do convite a Eduardo Costa, o deputado federal Marcelo Aro (PP) chegou a ser tido por interlocutores como o favorito ao posto. O também parlamentar Bilac Pinto (União Brasil) foi outro a ganhar força em determinado momento.

Paralelamente, há, no partido do governador, defesa a uma chapa pura com Mateus Simões, ex-secretário-geral da gestão estadual.

“Ele (Zema) deveria saber que o Cidadania está federado ao PSDB. Não sei se é desinformação, despreparo, inabilidade ou esperteza excessiva. Ele já queimou Paulo Brant, economista fenomenal, que é o vice. Depois, queimou os deputados Bilac Pinto e Marcelo Aro. Agora, lançou, de forma estapafúrdia e completamente inadequada, Eduardo Costa – sabendo que há candidatura colocada no PSDB”, criticou.

Brant, outro dos citados por Pestana, foi eleito vice-governador pelo Novo. Depois, desfiliou-se e passou meses sem partido. No ano passado, retornou ao PSDB.