A Petrobras informou que está garantindo o fornecimento integral de combustíveis ao mercado nacional, mesmo diante das recentes incertezas no cenário internacional. Em nota divulgada nesta semana, a estatal afirmou que suas refinarias operam em carga máxima e que todo o volume produzido está sendo entregue às distribuidoras.
Segundo a companhia, além de manter a produção regular, houve ampliação nas entregas. A Petrobras destacou que está fornecendo volumes até 15% superiores aos acordados no início do mês, como forma de assegurar o abastecimento e reduzir impactos ao consumidor.
A manifestação ocorre após a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis anunciar que notificará a empresa para ofertar imediatamente os volumes previstos em leilões de diesel e gasolina que haviam sido cancelados em março. A estatal informou que irá analisar o conteúdo da decisão e avaliar suas implicações.
No comunicado, a Petrobras ressaltou que mantém relação de respeito e colaboração com a agência reguladora e que continuará prestando todas as informações solicitadas. A empresa destacou que atua conforme as obrigações legais e regulatórias estabelecidas.
Na quarta-feira, dia 18, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, explicou que a suspensão dos leilões foi motivada pela necessidade de reavaliar os estoques disponíveis. Segundo ela, o cenário internacional, marcado por instabilidade devido ao conflito no Oriente Médio, exige cautela na gestão dos recursos.
De acordo com a executiva, a antecipação das entregas foi uma medida adotada para mitigar os efeitos da volatilidade, mas não poderia ser mantida indefinidamente sem comprometer o equilíbrio do sistema de abastecimento.
A Agência Nacional do Petróleo informou que, após a notificação, a Petrobras deverá apresentar dados detalhados sobre suas operações, incluindo volumes a serem ofertados, preços, cronogramas de entrega e informações sobre importações.
Apesar do impasse, a agência afirmou que não há, até o momento, indícios de risco de desabastecimento no país. Segundo o órgão, as fontes de suprimento disponíveis e o volume de importações são suficientes para garantir a continuidade do abastecimento no mercado interno.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

