A Petrobras e a Financiadora de Estudos e Projetos anunciaram o lançamento de um edital voltado ao desenvolvimento nacional de eletrolisadores de porte industrial, equipamento considerado estratégico para a expansão da produção de hidrogênio de baixa emissão de carbono no Brasil. A iniciativa prevê investimentos de até cento e cinquenta milhões de reais e busca fortalecer a capacidade tecnológica do país em um setor visto como fundamental para a transição energética e para a redução das emissões de gases responsáveis pelo aquecimento global.

O eletrolisador é um equipamento que utiliza eletricidade para separar as moléculas de água e produzir hidrogênio. Esse processo permite a geração de combustível com menor impacto ambiental, especialmente quando a energia utilizada é proveniente de fontes renováveis. Segundo a Petrobras, embora existam fabricantes nacionais de partes do equipamento, ainda não há produção no país do chamado Stack, componente central onde ocorre a reação química responsável pela transformação da água em hidrogênio.

O edital está disponível na página da Finep e prevê o apoio a um projeto estruturante desenvolvido por uma rede de parceiros. A proposta deverá reunir pelo menos três empresas envolvidas diretamente no desenvolvimento tecnológico e ao menos uma Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação. O objetivo é estimular a cooperação entre setor produtivo e centros de pesquisa para acelerar o domínio nacional dessa tecnologia.

Os recursos serão concedidos na modalidade não reembolsável. Metade do valor será aportada pela Finep e a outra metade pela Petrobras, utilizando verbas destinadas a pesquisa, desenvolvimento e inovação. Além disso, as empresas participantes deverão apresentar contrapartidas financeiras para a execução dos projetos.

A assinatura do termo de cooperação ocorreu na sede da Petrobras e contou com a presença da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, e da presidente da estatal, Magda Chambriard. Durante o evento, a ministra destacou que a iniciativa contribui para fortalecer uma cadeia tecnológica estratégica, estimular a indústria nacional e preparar o país para os desafios da economia de baixo carbono.

Magda Chambriard ressaltou que o desenvolvimento de tecnologias nacionais poderá reduzir os custos de produção do hidrogênio por eletrólise, tornando o processo mais competitivo. Já o presidente da Finep, Luis Antonio Elias, afirmou que o edital reúne instrumentos inéditos de incentivo à inovação energética e poderá posicionar o Brasil de forma mais relevante na cadeia global do hidrogênio, setor apontado como uma das principais apostas para o futuro da matriz energética mundial.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil


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