A Petrobras encerrou o terceiro trimestre com resultados expressivos impulsionados pelo aumento de eficiência operacional e por uma estratégia comercial voltada à estabilidade de preços e à rentabilidade sustentável. Segundo dados divulgados pela companhia, o conjunto de plataformas registrou ganho de eficiência 4% superior ao verificado no mesmo período de 2024, o que, na prática, equivale à entrada em operação de uma nova unidade produtiva. A diretora executiva de Exploração e Produção, Sylvia Anjos, explicou que o avanço representa “mais ou menos a uma plataforma com capacidade de produção de 160 mil a 180 mil barris por dia”, ressaltando o impacto direto no desempenho da estatal.

A capacidade de produção das refinarias, medida pelo fator de utilização (FUT), chegou a 94% no trimestre, um dos melhores índices da história recente da empresa. “Esse resultado foi extraordinário”, comemorou o diretor de Processos Industriais e Produtos, William França. Ele associou o desempenho à eficiência logística e à priorização de produtos de maior valor agregado. “Produzimos menos produtos de fundo, com potencial de valor agregado menor, e mais produtos de topo: diesel, gasolina e querosene de aviação, principalmente.”

O balanço trimestral revelou que a Petrobras produziu 3,14 milhões de barris de óleo por dia e obteve lucro líquido de R$ 32,7 bilhões, crescimento de 23% em relação ao mesmo período do ano anterior. O diretor executivo de Finanças e Relações com Investidores, Fernando Melgarejo, destacou que os resultados foram alcançados apesar da queda de 13,85% no preço internacional do petróleo tipo Brent, que passou de US$ 80,18 para US$ 69,07 por barril. “Mesmo com o cenário desafiador que todo o setor vem enfrentando, tanto no ambiente doméstico quanto externo, com especial atenção para a queda do preço do Brent, aumentamos nossa eficiência em diversas frentes para obter resultados consistentes, gerando valor para os acionistas e para a sociedade”, afirmou.

O Conselho de Administração da Petrobras aprovou o pagamento de R$ 12,16 bilhões em dividendos referentes ao período. No entanto, Melgarejo afastou a hipótese de dividendos extraordinários. “O princípio para distribuir dividendo extraordinário é ter caixa suficiente e resultado. A gente não tem, na nossa avaliação, caixa excedente capaz de fazer distribuição de dividendos extraordinário”, explicou.

Já o diretor de Logística, Comercialização e Mercados, Claudio Schlosser, reforçou que a empresa mantém uma política de preços cautelosa e previsível. “Lá no passado, a Petrobras praticava reajustes diários. Repassava toda essa volatilidade, uma volatilidade extrema, para os preços internos”, observou. Segundo ele, a estratégia atual busca mitigar os impactos da oscilação do mercado internacional, sem congelar valores. “Não há qualquer tipo de congelamento e os preços vigentes também indicam nenhuma perda de rentabilidade.”

Foto: Divulgação/Petrobras


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