O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que a corporação obteve progressos “importantes” nas investigações sobre um plano para “sequestrar e enforcar” Alexandre de Moraes , ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), durante os atos golpistas de 8 de janeiro do ano passado .

“A PF está debruçada sobre essa pauta e sobre toda sorte de barbárie. A gente teve a possibilidade da identificação [dos suspeitos], saberemos em breve quem são”, disse Rodrigues em entrevista ao canal GloboNews.

“As informações foram extraídas de trocas de mensagens oriundas de apreensões e de prisões, de todo o trabalho investigativo sendo feito e que segue em curso”, acrescentou o diretor-geral da PF, destacando que a situação é “absolutamente grave” porque houve “monitoramento do ministro”.

Moraes deu uma entrevista ao Globo afirmando que o plano dos invasores golpistas era prendê-lo e enforcá-lo após o golpe.

Eram três planos. O primeiro previa que as Forças Especiais [do Exército] me prenderiam em um domingo e me levariam para Goiânia. No segundo, se livrariam do corpo no meio do caminho para Goiânia. Aí, não seria propriamente uma prisão, mas um homicídio. E o terceiro, de uns mais exaltados, defendia que, após o golpe, eu deveria ser preso e enforcado na Praça dos Três Poderes. Para sentir o nível de agressividade e ódio dessas pessoas, que não sabem diferenciar a pessoa física da instituição”, disse o ministro.

Os atos golpistas aconteceram na tarde do domingo de 8 de janeiro de 2023. Milhares de vândalos depredaram a sede do Congresso Nacional, Planalto e Supremo Tribunal Federal.

Após um ano da invasão, 30 pessoas foram condenadas a penas que variam de 13 a 17 anos de prisão por envolvimento direto neste evento. Ainda, Alexandre de Moraes recebeu 1.345 processos do Ministério Público contra os invasores. Destes, 200 ainda faltam ser julgados.

Após os atos, mais de 2 mil pessoas foram presas. Até hoje, 66 continuam detidas.


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