A Polícia Federal vai fazer a exumação dos restos mortais de um brasileiro enterrado em cemitério de Governador Valadares (MG), para uma investigação que ocorre no México. O corpo é de um homem que seria uma das vítimas de chacina ocorrida em 2010 no país da América Central. Até a hoje a família não tem um laudo sobre a morte.

Em agosto de 2010, foram descobertos 72 corpos – 14 mulheres e 58 homens, incluindo de quatro brasileiros, sendo dois mineiros – no município de San Fernando, no interior do México. Os cadáveres eram de estrangeiros que tentavam chegar ao Texas, nos Estados Unidos, conforme relato de um sobrevivente. O equatoriano de 19 anos foi baleado na garganta e se fingiu de morto.

O rapaz contou em depoimento que o grupo havia sido sequestrado por um grupo armado, de um dos cartéis mexicanos de drogas, que lhes ofereceu trabalho como sicários – soldados de facção criminosa – quando tentavam viajar em direção aos EUA. Ao se recusarem, foram rendidos, amarrados, vendados e levados para um rancho, em San Fernando, na província de Tamaulipas, a 160km dos EUA. Foi neste rancho que aconteceu a chacina.

Os militares chegaram à propriedade porque, ao procurar socorro em um posto de controle da Marinha mexicana, o sobrevivente da chacina apontou o local. Militares ainda encontraram integrantes do grupo criminoso no rancho. Na troca de tiros, três narcotraficantes e um soldado morreram.

Foram encontrados mais de 6 mil cápsulas de munição, fuzis e metralhadoras. Segundo o sobrevivente, os criminosos disseram ser integrantes do ‘Cartel Los Zetas’. Originalmente, eram uma força de elite do governo mexicano para combater o tráfico. Acabaram criando seu próprio cartel de drogas.


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