A Polícia Federal prendeu três pessoas e cumpriu oito mandados de busca e apreensão contra suspeitos de atuarem nos atos de 8 de janeiro.
Foram presos de forma preventiva, segundo apurou a reportagem:
Edmar Miguel, conhecido como “Miguel da Laranja”, de Areado (MG)
Kennedy de Oliveira Alves, de Alpinópolis (MG)
Aline Cristina Monteiro Roque, de Areado (MG)
As ações ocorrem em Minas Gerais e Paraná. Essa é a 7ª fase da Operação Lesa Pátria, que apura os ataques golpistas nas sedes dos Três Poderes.
A reportagem tenta identificar quem são os advogados dos três suspeitos.
As acusações da Lesa Pátria
As pessoas envolvidas nos atos golpistas podem responder pelos seguintes crimes:
Abolição violenta do Estado Democrático de Direito
Golpe de Estado
Dano qualificado
Associação criminosa
Incitação ao crime
Destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.
Quem já foi alvo?
Na 1ª fase, em 20 de janeiro, foram presos Ramiro dos Caminhoneiros, apontado como um dos principais nomes na organização de caravanas aos atos golpistas, e Renan da Silva Sena, ex-funcionário terceirizado do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.
Em 27 de janeiro, a PF prendeu Fátima de Tubarão, que viralizou em vídeo nas redes sociais dizendo que ia “pegar o Xandão”.
Leonardo Rodrigues de Jesus, o Léo Índio, sobrinho do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi alvo de busca e apreensão. Ele não foi localizado.
Em 7 de fevereiro, foi preso o coronel Jorge Eduardo Naime Barreto, ex-chefe do Departamento Operacional da Polícia Militar do DF. Ele estava de folga no dia dos atos golpistas —havia pedido dispensa entre os dias 3 e 8 deste mês.
No dia 14 de fevereiro, na 6ª fase da operação, a PF prendeu seis pessoas, incluindo dois empresários de Minas Gerais e um ex-professor universitário.

