A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou nesta segunda-feira que a atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro e do jornalista Paulo Figueiredo nos Estados Unidos resultou em “tragédias financeiras” para o Brasil. Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, ambos tentaram “pressionar” e “atemorizar” ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para obter a absolvição do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo relacionado à trama golpista.

A PGR apontou como consequência direta dessas ações o tarifaço imposto pelo governo do presidente norte-americano Donald Trump sobre produtos brasileiros, em agosto. Gonet destacou que, diante desse cenário, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) precisou abrir uma linha de crédito de R$ 40 bilhões, para socorrer empresas atingidas pelas tarifas. Além disso, houve queda expressiva nas exportações brasileiras para os Estados Unidos, gerando perdas bilionárias.

Os danos prenunciados com o objetivo de coagir os julgadores a não levar o processo criminal ao seu termo adequado atingiria também a sociedade e a economia brasileiras”, afirmou Gonet em trecho do documento.

O procurador acrescentou que Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo divulgaram amplamente informações sobre as “tragédias financeiras” como forma de pressionar o STF, associando as sanções impostas pelos Estados Unidos à necessidade de absolver Jair Bolsonaro e outros acusados.

A PGR ainda ressaltou o impacto negativo do tarifaço sobre o Produto Interno Bruto (PIB), além do aumento do risco de desemprego e da deterioração das condições de trabalho em setores industriais estratégicos. “As sanções econômicas prenunciadas, articuladas e afinal impostas produzem estupendas consequências negativas sobre o cenário econômico nacional”, concluiu Gonet.

Foto: Antônio Augusto/STF

 

 


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