O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, anunciou que a Polícia Federal (PF) abrirá um inquérito para apurar a atuação do crime organizado no setor de distribuição de combustíveis. De acordo com Lewandowski, estima-se que mais de mil postos estejam sob controle de organizações criminosas, operando como fachada para atividades ilícitas.
O anúncio foi feito nesta quarta-feira (5), durante a primeira reunião do Núcleo de Combate ao Crime Organizado, criado em janeiro. Participaram do encontro representantes de órgãos como a Polícia Federal, a Receita Federal, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Segundo o ministro, o inquérito investigará a formação de cartéis e a infiltração de grupos criminosos no setor, além de buscar aprimorar os mecanismos de fiscalização. “O crime organizado tem utilizado postos de combustíveis para lavagem de dinheiro, distorcendo a concorrência, afetando os preços e comprometendo a segurança econômica do setor”, afirmou Lewandowski.
Além da investigação, o ministro anunciou a criação de um subgrupo permanente, formado por diversas agências, para fornecer informações estratégicas e integrar a troca de dados entre os órgãos envolvidos, auxiliando a PF nas investigações.
Lewandowski destacou a relevância do tema para a economia brasileira, enfatizando que a atuação criminosa no setor de combustíveis provoca grandes prejuízos ao país, incluindo sonegação fiscal de bilhões de reais, formação de cartéis e adulteração de produtos. “A cooperação entre as instituições é essencial para combater essa prática criminosa e garantir um mercado mais justo”, concluiu.
O Núcleo de Combate ao Crime Organizado tem como missão desenvolver estratégias conjuntas entre os órgãos do ministério. Entre suas atribuições, estão o mapeamento, a sistematização e a análise de informações sobre organizações criminosas, suas atividades econômicas e conexões externas.
Foto: Jamile Ferraris / MJSP.

