A Polícia Civil do Distrito Federal instaurou nesta terça-feira um inquérito para apurar as circunstâncias da apreensão de uma arma de fogo atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O armamento foi localizado durante uma operação de fiscalização realizada pela Polícia Militar do Distrito Federal na noite de segunda-feira, em Taguatinga, e o caso passou a ser acompanhado também pelo Supremo Tribunal Federal.
De acordo com informações encaminhadas ao ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos envolvendo Bolsonaro no STF, a investigação está sob responsabilidade da 17ª Delegacia de Polícia, que já iniciou diligências para esclarecer a origem da arma, sua situação legal e as circunstâncias em que ela estava sendo transportada.
Após tomar conhecimento do episódio, Moraes determinou que a defesa do ex-presidente apresente esclarecimentos sobre a procedência do armamento dentro do prazo de vinte e quatro horas. Bolsonaro cumpre atualmente prisão domiciliar por decisão judicial.
A apreensão ocorreu por volta das onze e meia da noite, quando um veículo Honda Civic foi parado em um bloqueio policial no Pistão Norte. Durante a abordagem, o motorista informou aos policiais que era servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e declarou que a pistola pertencia ao ex-presidente.
Os policiais também encontraram um carregador sobressalente da arma, uma pistola Glock calibre nove milímetros. O condutor foi levado para prestar depoimento e afirmou que recebeu o armamento após uma pane mecânica. Segundo seu relato, a retirada da pistola ocorreu no mesmo dia da abordagem para que fosse realizado um reparo, com previsão de devolução ao proprietário no dia seguinte.
A Polícia Civil seguirá ouvindo testemunhas e analisando documentos para esclarecer todos os detalhes do caso.
Foto: Sinpol/DF

