A Polônia anunciou neste sábado a restrição do tráfego aéreo em parte de sua fronteira Leste, depois da invasão de aproximadamente vinte drones russos em seu território. O país, que integra a União Europeia (UE) e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), tomou a medida como forma de reforçar sua segurança diante da escalada das tensões na região.
Segundo a Agência de Navegação Aérea da Polônia (PAZP), a restrição ficará em vigor até o dia nove de dezembro. Em comunicado, o órgão afirmou que a decisão “foi implementada para garantir a segurança nacional”. O fechamento do espaço aéreo, salvo raras exceções, afeta voos civis ao longo da fronteira com a Bielorrússia e a Ucrânia.
Na quarta-feira, dia dez, o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, relatou que dezenove violações do espaço aéreo ocorreram durante a madrugada. Embora não tenham sido registrados feridos, uma residência e um veículo foram danificados em decorrência dos ataques.
A comunidade internacional reagiu com firmeza. O chanceler alemão, Friedrich Merz, classificou a ação russa como “agressiva”, enquanto o presidente da França, Emmanuel Macron, advertiu Moscou contra o que chamou de ato “precipitado”. O embaixador dos Estados Unidos na Otan, Matthew Whitaker, reforçou o compromisso do bloco: “Estamos ao lado dos nossos aliados diante dessas violações do espaço aéreo e defenderemos cada centímetro do território da Aliança”.
Kaja Kallas, ministra dos Negócios Estrangeiros da UE, afirmou que este episódio representa “a mais grave violação do espaço aéreo europeu por parte da Rússia desde o início da guerra”.
O conflito na Ucrânia começou em vinte e quatro de fevereiro de dois mil e vinte e dois, quando a Rússia alegou estar protegendo minorias separatistas pró-Moscou e prometeu “desnazificar” o país vizinho. A guerra já provocou dezenas de milhares de mortes em ambos os lados. Nos últimos meses, os ataques aéreos russos contra cidades e infraestruturas ucranianas se intensificaram, enquanto Kiev tem respondido com ofensivas de drones direcionadas a alvos militares em território russo e na península da Crimeia, anexada ilegalmente pela Rússia em dois mil e quatorze.
Foto: Polonia/ News

