A posse de Lula (PT) levou a atividade em frente ao QG do Exército, em Brasília, quase ao zero. O caminhão de lixo recolhendo entulhos materializava o desmonte do acampamento nesta segunda-feira de manhã.
Os sinais são evidentes:
Manifestantes desmontando barracas
Ônibus recolhendo pessoas
Barraca restaurante sem fila
Caminhoneiros saindo
Garis limpando o local do acampamento
Como quem ficou está?
A área em frente ao palco do acampamento, sempre cheia de pessoas em cadeiras de praia, estava vazia. Um único homem olhava ao redor. As marchas militares tocadas a todo momento, como a canção do expedicionário e o hino a bandeira, cessaram.
Pela primeira vez em dois meses se escutava o barulho dos pássaros. Quando eles não puderam mais ser ouvidos foi porque surgiu outro sinal de que os golpistas batiam em retirada: às 9h os caminheiros abandonaram o acampamento buzinando.
Estacionamento às moscas
O estacionamento era outro ponto que indicava a derrocada do acampamento golpista. Muitos manifestantes eram de Brasília e costumavam chegar de carro nas primeiras horas da manhã. Mas no dia seguinte a posse de Lula, eles não deram as caras.
O amplo terreno ficou vazio e quem deu as caras foram motoristas de ônibus que passaram recolhendo pessoas. Elas saíam cabisbaixas. O silêncio era um traço marcante do fim do acampamento. Não havia cultos, buzinaços e rodas de conversa.

