Postos de combustíveis de Belo Horizonte já começam a registrar recuo de valores nas bombas, reflexo do medida adotada pela Petrobrás nesta terça-feira (16). O presidente da estatal, Jean Paul Prates, anunciou a redução de 21,3% no gás de cozinha, 12,6% na gasolina e 12,8% no diesel.
Segundo Vicente Francisco, gerente de um posto localizado na avenida José Cândido da Silveira, no bairro Ana Lúcia, em Sabará, na Grande BH, o valor do litro de gasolina, por exemplo, está sendo reduzido de maneira gradativa, desde o início da semana.
“Na segunda-feira (15) o litro da gasolina estava em R$ 5,17. Já no dia seguinte, data do anúncio, passamos para R$ 5,09. E nesta na quarta-feira (18), recuamos para R$ 4,99. Nossa expectativa é que o movimento melhore nos próximos dias, uma vez que os consumidores aguardam que os preços caiam ainda mais”, explicou.
De acordo com Fábio Melgaço, responsável pelo departamento financeiro de um posto de combustíveis que fica na avenida Américo Vespúcio, no bairro Aparecida, Região Noroeste de Belo Horizonte, também foi possível reduzir o valor do litro da gasolina e do diesel nas bombas.
“As reduções se deram após o anúncio da Petrobras. O movimento segue normal até agora, não foi possível ainda mensurar nada, considerando que a medida é recente. Mas nossa expectativa é que a procura aumente nos próximos dias”, esclareceu.
O que diz o Minaspetro
Leia a íntegra da nota:
“Desde que a política de preços da Petrobras foi adotada em 2016, que balizou os valores da gasolina e do diesel com o mercado internacional, o Minaspetro se posicionou favorável à estratégia, tendo em vista que o PPI proporciona maior previsibilidade ao mercado e coloca a estatal mais competitiva e alinhada com as boas práticas internacionais de gestão.
A entidade avalia com receio a nova política anunciada pela empresa. Inicialmente, os preços dos combustíveis podem, de fato, cair, mas a influência política nos valores de um produto que possui variáveis geradas por uma complexa indústria pode ser arriscado do ponto de vista gerencial para a estatal e tira a previsibilidade dos empresários varejistas e de outros elos do mercado.
Os efeitos disso podem ser oscilações ainda mais acentuadas, uma vez que a estatal fica refém de decisões que, muitas vezes, não levam em conta questões técnicas relevantes para a formação de preços.
Os especialistas já apontaram que o caminho mais interessante seria a criação de um fundo que seria acionado quando quando alguma oscilação internacional influenciasse o preço do barril do petróleo, como uma guerra, por exemplo.”

