O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado Tadeu Martins Leite (MDB), participou de cerimônia do Ministério das Cidades com prefeitos do Alto Paranaíba, nesta segunda-feira (26/2/24), em Araxá.

A importância da construção de moradias populares e da regularização fundiária recebeu destaque na fala do presidente da ALMG. Ele lembrou que Minas Gerais tem um grande déficit nessa área, tanto quantitativo como qualitativo, e ressaltou o quanto a entrega das chaves da casa própria transforma a vida das pessoas.

Tadeu Martins Leite destacou a importância do diálogo com o governo federal para a renegociação da dívida do Estado com a União. “O presidente Lula está extremamente aberto a discutir essa questão. Toda semana, eu também estou com o governador Romeu Zema, o que demonstra a boa vontade do Governo do Estado nessa pauta”. Ainda salientou a participação nas negociações do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

Para o presidente da ALMG, a solução da dívida possibilitaria aos municípios receberem mais recursos estaduais. “Não tenho dúvida de que, juntos, fazendo a boa política, que é sentar na mesma mesa, independentemente de políticas partidárias, vamos conseguir trazer uma solução para Minas Gerais”, finalizou.

O deputado Bosco (Cidadania) lembrou que o crescimento econômico dos municípios do Alto Paranaíba coloca um novo desafio para os prefeitos: a construção de casas para abrigar trabalhadores recrutados em outras regiões. “Todos as prefeituras têm uma demanda reprimida de moradias populares”, destacou.

Já a deputada Lud Falcão (Podemos) informou que os investimentos federais no Alto Paranaíba estão estimados em R$ 1 bilhão. Segundo a parlamentar, incluem recursos para obras de duplicação da BR-365 entre Patrocínio e Patos de Minas e de recuperação da BR-040, que liga Minas a Brasília. Além disso, 15.595 moradias seriam construídas pelo programa Minha Casa, Minha Vida, na região.

Obras em Minas Gerais somam R$ 19,3 bilhões

O ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, explicou para as lideranças municipais a projeção de investimentos no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Minha Casa, Minha Vida.

As propostas apresentadas para Minas Gerais somam R$ 19,3 bilhões, com investimentos previstos em transporte coletivo, esgotamento sanitário e drenagem urbana. Segundo Jader Barbalho Filho, incluindo a construção de moradias populares, a meta do PAC é investir R$ 172 bilhões em todo o Estado até 2026.

Para construir 2 milhões de unidades habitacionais em todo o País até 2026, o Minha Casa, Minha Vida conta com diferentes linhas de atendimento para moradores de pequenas cidades, de zonas rurais e de periferias de grandes metrópoles.

De modo a viabilizar tais investimentos, o ministro defendeu a união de programas habitacionais estaduais e municipais com o Minha Casa, Minha Vida. “Não vamos fazer obras que não sejam pactuadas com Estados e municípios”, alertou.

O diretor-presidente da Cohab-MG, Ricardo Augusto Gontijo, concordou que políticas habitacionais atingem melhores resultados com o envolvimento dos três entes federados. Ele esclareceu que a empresa presta consultoria a prefeituras interessadas na construção de moradias populares e que o orçamento do Estado para 2024 prevê R$ 120 milhões em subsídios habitacionais.


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