O superintendente do Ministério do Trabalho em Minas Gerais, Carlos Calazans, recuou da proposta de suspender a atuação de mototaxistas por 90 dias em Belo Horizonte. O pedido havia sido apresentado à prefeitura, mas foi retirado após uma reunião com motociclistas e vereadores da capital, que pressionaram por uma revisão na orientação.
“Retirei minha proposta de suspensão. O serviço continuará normalmente em BH. Criamos uma comissão que envolve o Ministério do Trabalho, a Prefeitura, os trabalhadores – que terão sete representantes –, o vereador Pablo (PL) e outros vereadores liderados pelo presidente Juliano Lopes (Podemos). Vamos nos reunir em um prazo de vinte dias para iniciar os trabalhos e discutir uma regulamentação que beneficie tanto os trabalhadores quanto a cidade”, afirmou Calazans em um vídeo divulgado nas redes sociais.
A decisão ocorreu após manifestações de motociclistas em frente à Câmara Municipal, motivadas por notícias de que a prefeitura poderia seguir o exemplo de São Paulo e suspender os serviços. As especulações ganharam força após uma reunião realizada na quarta-feira (22), quando Calazans sugeriu a suspensão temporária do serviço para viabilizar uma regulamentação adequada.
Antes mesmo do encontro, o prefeito em exercício de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União), já havia declarado que não acataria a recomendação do superintendente. Ele assegurou que o serviço de mototaxistas continuaria a operar normalmente na capital mineira.
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

