Preterido pelo PL na formação da chapa ao Senado em Santa Catarina, o senador Esperidião Amin passou a colocar em dúvida o apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. A declaração expõe um desgaste político após a definição do governador Jorginho Mello sobre os nomes que disputarão as vagas no estado.
Em entrevista, Amin afirmou que vinha manifestando apoio a Flávio desde dezembro, mas disse que agora avalia se a candidatura será juridicamente viável. Segundo ele, a legislação eleitoral precisa ser observada e pode interferir na definição do cenário presidencial.
O senador foi deixado de fora da composição após Jorginho Mello decidir que os dois candidatos ao Senado em sua chapa serão Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni, ambos filiados ao PL. A escolha teve aval da direção nacional do partido e do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Com a decisão, o Progressistas de Santa Catarina, que inicialmente apoiaria a reeleição do governador, passou a discutir novos caminhos. Entre as possibilidades está a neutralidade ou uma aliança com o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, filiado ao PSD.
O PSD, por sua vez, avalia lançar candidatura própria ao Planalto, com o nome mais citado sendo o do governador do Paraná, Ratinho Júnior. Esse cenário amplia a complexidade das articulações no estado.
Para Amin, cabe ao PL explicar suas opções eleitorais. Ele afirmou que o governador antecipou o processo político e fez sua escolha. Segundo o senador, o PP definirá sua posição no momento considerado adequado.
Amin confirmou que será candidato à reeleição ao Senado, com apoio do partido e da federação, afirmando que cada legenda seguirá o caminho que considerar legítimo.
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

