O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, oficializará sua filiação ao PSD nesta sexta-feira (10), conforme anunciou hoje a direção nacional do partido, presidido por Gilberto Kassab. A saída do PSDB, legenda à qual Leite era filiado há 24 anos, já era aguardada por aliados nas últimas semanas. Segundo o governador, a mudança atende ao objetivo de integrar um partido com maior representatividade nacional para disputar as eleições de 2026. O ato de filiação ocorrerá na sede do PSD em São Paulo.

Embora Leite se apresente como pré-candidato à Presidência da República, há também especulações sobre uma possível candidatura ao Senado. A migração do governador segue o movimento da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, que trocou o PSDB pelo PSD em fevereiro. Existe ainda a expectativa de que o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, também deixe o PSDB, embora ainda não tenha decidido entre o PSD e o PP.

Se confirmada a saída de Riedel, o PSDB perderá os três governadores eleitos em 2022, aprofundando sua crise interna.

O PSD, por sua vez, já conta com o governador do Paraná, Ratinho Júnior, como pré-candidato à Presidência. Além disso, Kassab mantém alinhamento com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), outro nome cotado para a disputa presidencial.

Fontes tucanas minimizaram a decisão de Leite, afirmando que sua saída era esperada. Para conter novas baixas, o PSDB negocia uma fusão com o Podemos e conversa com Solidariedade, MDB e Republicanos visando formar uma federação partidária após a conclusão da fusão.

Após décadas como principal adversário do PT, o PSDB amarga resultados eleitorais ruins. Atualmente, a legenda possui apenas 13 deputados e três senadores e enfrenta o risco de não atingir a cláusula de barreira em 2026, o que comprometeria seu acesso ao fundo partidário e ao tempo de propaganda eleitoral.

 

Foto: Vitor Rosa / Palácio Piratini