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Após uma resolução da federação PSOL/Rede proibir que as siglas integrem alianças com partidos da base aliada de Bolsonaro ou classificados como “da velha direita neoliberal”, dirigentes das legendas já sinalizam que podem recuar do veto e analisar caso a caso as possíveis coligações.

A proibição aprovada em assembleia geral pelas siglas poderia gerar entraves para a consolidação dos apoios a candidaturas como de Marcelo Freixo (PSB) no Rio, e Fernando Haddad (PT), em São Paulo, que negociam alianças com partidos de centro e centro-direita.

De acordo com a resolução sobre a política de alianças da federação PSOL/Rede, aprovada no dia 9 de junho, estão vetadas alianças eleitorais nos estados “com partidos da base de apoio a Bolsonaro, tais como PL, PP, PR, PTB, PSD e outros”. Além disso, a decisão proíbe coligações “com os velhos partidos da direita neoliberal, como MDB, PSBD, União Brasil, Podemos, Avante e Novo”.

Porém, a decisão colide com apoios já oficializados pelos partidos e tem gerado divergências dentro das próprias siglas. No Rio, Freixo, que recebeu o apoio oficial da federação, tem conversas avançadas para que César Maia (PSDB) seja o vice de sua chapa. O diretório do PSOL no Rio de Janeiro já se posicionou contra a aliança com os tucanos.

“Não podemos amenizar nossas diferenças com o PSDB, que cumpriu papel central na aprovação das reformas trabalhista e do teto de gastos. (…) E, principalmente, não devemos fechar os olhos para as posições dúbias desse campo político em relação ao bolsonarismo no último período”, diz a nota publicada pela executiva estadual da legenda.

Por outro lado, o presidente do PSOL, Juliano Medeiros, sinalizou que os partidos podem recuar da proibição em função de algumas candidaturas específicas.

—Vamos avaliar caso a caso — disse Medeiros.

Na mesma linha, a vice-presidente da federação, Heloísa Helena (Rede), afirmou que até o momento as alianças das chapas com PSDB e PSD ainda não foram negociadas entre as partes.

— Minha mãe sempre dizia “Cada dia com sua agonia”. Portanto, quando o assunto for tratado entre candidaturas e a federação, o assunto será debatido.

Em São Paulo, onde a Rede já oficializou o apoio a Haddad e o PSOL diz ainda estar em negociação com o pré-candidato, a campanha do petista vem tentando atrair o PSD para formar uma aliança no estado. Ele e o ex-governador Márcio França (PSB) travam uma batalha para tentar atrair o apoio do partido de Gilberto Kassab às suas pré-candidaturas. O petista estaria disposto a ceder o posto de vice a um representante do PSD.

Mesma estratégia de França, que ofereceu a vaga de vice ao ex-prefeito de São José dos Campos e pré-candidato do PSD ao Palácio dos Bandeirantes, Felício Ramuth. Outro exemplo é Sergipe, onde a situação da chapa com a qual a PSOL e Rede vão compor ainda está indefinida. Os partidos mantêm conversas com o senador e pré-candidato Rogério Carvalho (PT-SE), que pretende construir uma frente ampla para o governo local.

 

 


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