A cúpula do PT decidiu que não haverá punição aos doze deputados do partido que votaram a favor da PEC da Blindagem, aprovada na última terça-feira. A proposta, articulada por bolsonaristas e integrantes do Centrão, dificulta a abertura de processos contra parlamentares e gerou forte reação dentro e fora da legenda.

Nas redes sociais, militantes petistas defenderam a expulsão ou suspensão dos parlamentares. A direção nacional do PT reconhece que houve um “erro grave” por parte dos deputados, que contrariaram a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas optou por abafar a crise.

Segundo dirigentes, os deputados acreditaram em um acordo com o Centrão para barrar a anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro, algo que acabou não se concretizando.

Entre os doze petistas que votaram pela blindagem estão figuras influentes, como o vice-presidente nacional do partido, Jilmar Tatto, o ex-líder na Câmara, Odair Cunha, e o presidente do diretório paulista, Kiko Celeguim.

Diante da forte repercussão negativa, Tatto e Cunha restringiram os comentários em suas redes sociais para evitar protestos públicos e minimizar a crise interna.

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

 


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