O presidente russo, Vladimir Putin, chegou à Coreia do Norte nesta terça-feira (18) para sua primeira visita em 24 anos ao país, informou a agência de notícias russa Interfax.

A visita, a convite do líder norte-coreano Kim Jong Un, ressalta a crescente relação de Moscou com Pyongyang desde a invasão da Ucrânia pela Rússia.

As ruas de Pyongyang estavam enfeitadas com bandeiras russas e pôsteres de Putin antes de sua chegada na manhã da quarta-feira (19), no horário local.

O encontro marca uma rara viagem ao exterior para Putin desde que lançou a invasão da Ucrânia em 2022, e um momento-chave para Kim, que não recebe outro líder mundial em seu país politicamente isolado desde a pandemia de Covid-19.

Após a visita à Coreia do Norte, Putin deverá viajar para Hanói, em uma demonstração dos laços do Vietnã com a Rússia, o que provavelmente irá irritar os Estados Unidos.

A viagem de Putin à Coreia do Norte terá uma agenda “muito movimentada”, disse o assessor russo Yuri Ushakov durante uma coletiva de imprensa na segunda-feira (17).

Putin emitiu uma ordem presidencial na véspera da visita dizendo que Moscou pretende assinar um “tratado de parceria estratégica abrangente” com a Coreia do Norte. O assessor de política externa russo disse ainda que o documento incluirá cooperação em segurança.

Ushakov insistiu que o acordo não é provocativo nem dirigido contra outros países, mas destina-se a garantir maior estabilidade no nordeste da Ásia. O russo disse que o novo acordo substituirá os documentos assinados entre Moscou e Pyongyang em 1961, 2000 e 2001.

O porta-voz da segurança nacional dos EUA, John Kirby, disse aos repórteres na segunda-feira que o governo Biden não estava “preocupado com a viagem” em si, mas acrescentou: “O que nos preocupa é o aprofundamento do relacionamento entre esses dois países”.


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