A última pesquisa Quaest para a eleição em Belo Horizonte aponta o prefeito Fuad Noman (PSD) com 52% dos votos válidos, enquanto Bruno Engler (PL) registra 48%. Esse cenário configura um empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A contagem de votos válidos inclui apenas os eleitores que optaram por um dos candidatos, excluindo aqueles que planejam votar em branco, nulo ou que estão indecisos. Nos votos totais, que incluem esses eleitores, Fuad aparece com 46% (mantendo o índice da pesquisa anterior), e Engler atinge 41% (um ponto a mais que o levantamento anterior). Além disso, 10% dos entrevistados indicaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 3% afirmaram não saber em quem votar.

A pesquisa entrevistou 1.602 eleitores de Belo Horizonte entre sexta-feira e sábado, com registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo MG-03892/2024. A margem de erro é de dois pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%.

Este levantamento da Quaest foi o primeiro após o último debate antes do segundo turno, transmitido pela TV Globo na sexta-feira. No debate, marcado por trocas de acusações, os candidatos discutiram temas como mobilidade urbana e a revitalização da Lagoa da Pampulha. A Quaest também questionou os eleitores sobre quem se saiu melhor no debate. Os resultados foram os seguintes:

– Fuad Noman: 21%

– Bruno Engler: 17%

– Nenhum: 4%

– Não sabe: 58%

Durante o debate, Fuad tentou reforçar sua experiência administrativa e traçar uma imagem de equilíbrio em comparação com Engler. Ele criticou o adversário, associando-o à disseminação de fake news e enfatizou as ações de sua gestão nos últimos dois anos e meio. “Essa é minha diferença e eu gostaria que vocês avaliassem que a experiência dele é muito menor que a nossa. Ele não tem uma trajetória profissional tão clara quanto a nossa. Não sei se ele tem a experiência de ter pegado um ônibus, ido a um posto de saúde. Isso me preocupa muito”, destacou Fuad.

Além disso, o prefeito criticou Engler pela suposta ausência em mais de 40% das sessões da Assembleia Legislativa e por não ter destinado emendas parlamentares para Belo Horizonte durante os seis anos em que é deputado.

Em resposta, Engler adotou uma postura crítica à administração de Fuad, defendendo-se como um símbolo de inovação e rotulando o atual prefeito como representante do comodismo. Ele contestou algumas realizações de Fuad, como a implantação de wi-fi em vilas e favelas, afirmando que o serviço não funciona adequadamente.

O polêmico livro “Cobiça”, escrito por Fuad em 2020, também foi mencionado. Engler voltou a chamar a obra de “pornográfica”, uma alegação negada por Fuad, que argumentou tratar-se de uma narrativa fictícia.