Randolfe Rodrigues afirmou durante o UOL News que não vê risco de tensão popular com uma eventual prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na entrevista, Randolfe comentou o indiciamento do ex-presidente pela Polícia Federal por falsificação de documentação vacinal da covid-19.

“É direito dele [Bolsonaro] organizar quantas manifestações quiser. Direito assegurado pela democracia. Democracia essa que ele tentou golpear, que se o plano que eles arquitetaram tivesse dado certo, não seria possível ser feito qualquer tipo de manifestação em sentido contrário. Não posso especular quando ele pode ser preso, mas essa atitude [de mobilizar eleitores em eventual prisão] é típica de quem não quer responder pelos atos”, disse Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso.

“De forma alguma [acho que vai ter revolta popular], porque as investigações estão sendo feitas de forma independente pela Polícia Federal, Ministério Público e Judiciário. Os fatos que estão se tornando de conhecimento público são notórios. Os depoimentos que pesam contra ele em relação aos crimes de golpe de Estado são de dois oficiais de altíssima patente das Forças Armadas brasileiras. […] Não foi um depoimento de um petista, comunista ou opositor”, afirmou Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso.

O senador reforça que não vê perigo em tensão popular com uma eventual prisão do ex-presidente Bolsonaro.

“Os fatos são tão fortes. Não tem nenhum tipo de perigo ou risco de qualquer tipo de sublevação. Aliás, tensão e sublevação ocorreria se o golpe de Estado deles tivesse dado certo. Graças a Deus, ao povo brasileiro e lealdade de oficiais das Forças Armadas brasileiras esse golpe de estado não se concretizou”, disse Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso.

“Quanto a uma eventual prisão dele, acho que tem que ser garantido para ele o direito a ampla defesa, presunção de inocência e contraditório. Sabe aqueles direitos que outrora foram negados ao presidente Lula, tem que ser assegurados todos. Não precisa ter pressa [para prender]. Tem que ser assegurado todos os direitos para que ele prove ser inocente, ao que pese as provas serem cada vez mais contundentes”, afirmou Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso.

Randolfe diz que o indiciamento de Jair Bolsonaro (PL) por falsidade ideológica por supostas fraudes em carteira de vacinação não é um crime menor.

“Falsidade ideológica não é um crime qualquer. Nenhum brasileiro gostaria de ser chamado de falsário, então não acredito que é um crime menor. E mesmo que viesse a ser, ao que tudo indica, é um de vários crimes que estão em curso de investigação”, disse Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso.

“O [indiciamento] de hoje é um de vários. Vamos entregar hoje ao Procurador-Geral da República mais uma vez o relatório da CPI [da Covid], acredito que novos inquéritos virão a ter em decorrência disso. O crime de tentativa de golpe de Estado, de tentar cassar a democracia, não é um crime vago, um crime atoa”, declarou Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso.

“A argumentação de que é um crime menor não se sustenta. Primeiro que crime de falsidade ideológica não é um crime menor. Ser falsário [repito] é um atributo que nenhum brasileiro gostaria de tê-lo, sobretudo alguém que já foi presidente da República”, disse Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso.


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