O ministro da Casa Civil, Rui Costa, declarou nesta quarta-feira, 26, em entrevista à GloboNews, que a próxima mudança ministerial tem como objetivo aprimorar a comunicação e fortalecer a articulação política do governo com o Congresso Nacional. Segundo ele, trata-se de uma estratégia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para consolidar a interlocução com parlamentares e garantir a efetividade das ações governamentais.
Costa lembrou que essa será a segunda alteração ministerial promovida por Lula, mencionando a troca na Secretaria de Comunicação Social da Presidência. “A primeira mudança foi na Comunicação, com a nomeação do Sidônio, visando ampliar a disseminação de informações e garantir que a população compreenda as iniciativas do governo”, disse o ministro, referindo-se ao marqueteiro Sidônio Palmeira, que assumiu o cargo em 14 de janeiro.
Durante a entrevista, Rui Costa também defendeu a gestão de Nísia Trindade à frente do Ministério da Saúde e ressaltou os desafios que ela enfrentou. “Ela foi fundamental na reorganização do SUS, na retomada de obras e no fortalecimento do pacto federativo com estados e municípios”, afirmou. Nísia foi exonerada do cargo na terça-feira, 25, como parte do rearranjo ministerial.
Sobre o novo ministro que ficará responsável pela articulação política, Costa indicou que Lula ainda está avaliando a melhor opção. “O presidente está refletindo sobre isso. Ainda não definiu nem revelou o nome”, declarou. Com a saída de Alexandre Padilha da Secretaria de Relações Institucionais para comandar a Saúde, o governo busca um perfil que consiga dialogar com diferentes setores políticos.
“É preciso alguém disposto a manter um canal aberto com o Congresso, governadores e prefeitos, pois estamos entrando em uma nova etapa de trabalho”, pontuou Rui Costa. O ministro enfatizou que a atual fase do governo é voltada para a execução das propostas já aprovadas. “Agora, o foco é na entrega dos compromissos assumidos”, disse.
A decisão final sobre o novo ministro caberá a Lula, e Costa acredita que a escolha será feita no momento oportuno. “O presidente está analisando o perfil ideal e tomará a decisão no tempo certo”, concluiu.
Foto: José Cruz/Agência Brasil

