A sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça do Senado foi novamente reagendada e retornou para o dia 29, retomando a previsão inicial após breve mudança para o dia 28. A decisão foi anunciada pelo presidente da CCJ, Otto Alencar, que atribuiu a alteração a pedido de líderes partidários, diante da chegada de senadores a Brasília apenas na quarta-feira.

A expectativa é que, após a sabatina, a indicação para o Supremo Tribunal Federal seja votada no mesmo dia tanto na CCJ quanto no plenário do Senado. Para aprovação no colegiado, são necessários ao menos 13 votos favoráveis. No plenário, o mínimo exigido é de 41 apoios para confirmar o nome indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O parecer sobre a indicação está sob relatoria do senador Weverton Rocha, que já apresentou posição favorável a Messias. Paralelamente, aliados do governo ampliam as articulações políticas para consolidar maioria e reduzir resistências ainda existentes entre parlamentares.

Entre os movimentos em curso está a tentativa de organizar um jantar reunindo Lula, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e senadores. A iniciativa busca reforçar compromissos políticos e ampliar a adesão em torno da indicação, em um esforço final antes da votação.

Levantamentos internos apontam avanço no apoio a Messias, embora muitos senadores evitem declarar posição publicamente. A cautela é vista por interlocutores como reflexo do peso político da escolha para o STF e das negociações ainda em andamento.

A articulação foi discutida também durante a posse do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, quando Lula e Alcolumbre voltaram a alinhar estratégias. Antes do feriado, Messias intensificou reuniões com parlamentares, concentrando agendas no Senado e ampliando conversas com nomes da base governista e da oposição.

O corpo a corpo do advogado-geral da União é tratado por aliados como decisivo para consolidar votos e evitar surpresas na sabatina e na deliberação final do plenário. Nos bastidores, lideranças avaliam que o reagendamento amplia presença de senadores indecisos e favorece ambiente estável para votação. Governistas também apostam que a nova data permitirá concluir conversas regionais, reduzir resistências e fortalecer discurso de segurança jurídica em defesa da indicação.

Foto: José Cruz/Agência Brasil


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