O Parlamento de Espanha fará, quarta (15) e quinta-feira desta semana o debate e a votação da reeleição do socialista Pedro Sánchez como primeiro-ministro, informou a presidente do Congresso dos Deputados, Francina Armanegol.

Sánchez fechou na semana passada os acordos parlamentares que viabilizarão um novo governo de esquerda no país, após as eleições legislativas de 23 de julho.

Com os acordos que firmou, ele se prepara para liderar um governo de coligação de esquerda, formado pelo partido socialista espanhol (PSOE) e pelo Somar e viabilizado, no Parlamento, por mais seis partidos regionalistas, nacionalistas e independentistas das Canárias, Catalunha, Galiza e País Basco.

Se forem confirmados os votos a favor de todas essas formações políticas, Sánchez conseguirá ser reeleito primeiro-ministro com o apoio de maioria absoluta de 179 dos 350 deputados espanhóis.

Na legislatura anterior, ele foi eleito chefe do governo da Espanha com maioria simples de 167 votos a favor, 18 abstenções e 165 votos contra.

Entre os votos contra estiveram, em janeiro de 2020, os de dois partidos que agora vão viabilizar o novo governo do socialista: a Coligação Canária e Juntos pela Catalunha, do ex-presidente do governo regional Carles Puigdemont, protagonista da tentativa de autodeterminação da Catalunha em 2017 e que vive na Bélgica desde aquele ano para fugir à Justiça espanhola.

Dos acordos do PSOE com os partidos catalães faz parte a anistia de separatistas catalães, que é contestada pelos partidos de direita e associações de juízes e procuradores, entre outros setores.

O PSOE foi o segundo partido mais votado nas eleições de 23 julho e a esperada reeleição de Sánchez como primeiro-ministro segue-se a uma tentativa falhada de formação de um governo de direita do Partido Popular (PP), no fim de setembro.


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