Desde 2020, o SEEMG tem buscado negociar com a prefeitura municipal, apresentando estudos contratados pelo sindicato junto ao Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), que comprovam uma perda salarial de 33% ao longo de uma década.

Essa reivindicação, já reconhecida em 2022 para outros profissionais, não foi atendida para os/as enfermeiros/as.

O Sindicato propôs um projeto que não acarretaria custos adicionais ao governo e até traria economias, porém, essa proposta foi rejeitada. Além disso, questões elementares de regularização salarial foram ignoradas, evidenciando uma equivocada decisão de não valorizar essa categoria tão necessária para o sistema de saúde pública.

Segundo o sindicato, “recentemente, a prefeitura enviou um projeto de lei à Câmara Municipal apenas para corrigir a proporcionalidade entre jornadas de trabalho, mas sem garantir a reposição retroativa dos profissionais afetados . Esta atitude é desrespeitosa e indignante”.

Acrescentando que, “a prefeita Marília Campos, assim como em 2007, tem adotado uma postura que traz prejuízos para a enfermagem. Em contrapartida, outros profissionais da saúde foram beneficiados com reajustes significativos, inclusive, aqueles que não estão diretamente ligados à saúde, como os profissionais de Tecnologia da Informação. Não queremos tirar direito de ninguém ter uma remuneração digna, apenas queremos o mesmo tratamento e respeito”.

“A falta de transparência sobre os custos e a ausência de diálogo adequado com os trabalhadores só agravam a situação e aumenta a nossa indignação. *Nós, enfermeiros e enfermeiras, e demais profissionais de nível superior da saúde enfrentamos uma perversa realidade salários abaixo da média. Enquanto outras categorias são tratadas de maneira diferenciada, nós que trabalhamos em locais insalubres e sempre estivemos no fronte durante a pandemia de COVID-19 e agora diante de cenários difíceis da epidemia de dengue estamos novamente na linha de frente do atendimento e relegados ao acaso”.

O SEEMG reforça que a luta pela valorização da enfermagem está apenas começando e convoca todos os profissionais da área e demais apoiadores para se unirem contra essas injustiças e pela dignidade dos trabalhadores da saúde de Contagem.

Dia 19/03/24, terça-feira, às 9h, estaremos em assembleia, na Câmara dos Vereadores de Contagem, na Praça São Gonçalo, 18, centro, para lutar pela recomposição salarial. Momento em que vamos também reforçar o pedido: “ Prefeita Marília Campos, não vire as costas para os enfermeiros e enfermeiras. Respeito e Valorização Já!”


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