Prossegue nesta quarta-feira (24/10/23), no período da tarde o debate na Assembleia Legislativa de Minas Gerais sobre o Plano de Recuperação Fiscal (RRF) do governo Zema.
Há uma apreensão muito grande por parte das 24 entidades que compõem a Frente Mineira dos Servidores Públicos de Minas Gerais, especialmente pelo fato do governo ter maioria na ALMG e se esse projeto passar trará um impacto negativo muito grande, principalmente para quem precisa dos serviços públicos, sobretudo, nas áreas da saúde e educação.
“O governo do Estado conseguiu uma coisa inédita em Minas Gerais. Dia 7 de novembro tem uma paralisação do funcionalismo público do Estado de Minas Gerais. Isso é inédito. Eu quero dizer que não vai ser só dia 7 de novembro”, afirma Denise Romano, coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/MG), entidade que compõe a Frente.
Numa de suas participações no debate dessa terça-feira, Romano questionou: “O reajuste do piso de 2019 foi 4,17%, o governo não cumpriu. De 2020 foi 12,84%, o governo não cumpriu. Em 2022, 33,24%, o governo não cumpriu. E em 2023, o reajuste do piso era de 14,95% e o reajuste concedido foi de 12,8% para a educação”.
A coordenadora-geral do Sind-UTE/MG lembra que, mesmo com a legislação estadual, com a Lei 21.710/15, com a Lei Federal 11.738/08, o cumprimento do reajuste do piso não está sendo honrado em Minas Gerais. “ Quem nos garante que sem o Regime de Recuperação Fiscal, o governo que já nos deve esses reajustes do piso vai cumprir a lei?”
Foto Sindutemg

