Presentes na construção da Usiminas, há 65 anos, e após uma verdadeira queda de braço para manter a gestão da siderúrgica mineira, os japoneses firmaram acordo para a venda das ações para a Ternium.

Em anúncio ao mercado nesta quinta-feira (30 de março), a Ternium explicou que suas subsidiárias Ternium Investments e Ternium Argentina, juntamente com a Confab, subsidiária de sua afiliada Tenaris, todas integrantes do Grupo T/T dentro do grupo de controle da Usiminas, firmaram contrato de compra e venda de ações para adquirir da Nippon Steel Corporation, Mitsubishi e MetalOne (Grupo NSC) “na proporção de suas respectivas participações atuais no Grupo T/T, um total de 68,7 milhões de ações ordinárias da Usiminas ao preço de R$ 10 por ação ordinária”.

Dessa forma, a Ternium pagaria aproximadamente US$ 111 milhões (cerca de R$ 558,67 milhões) à vista por 57,7 milhões de ações ordinárias da siderúrgica sediada em Minas Gerais, e, assim, assumiria o controle da empresa ao aumentar sua participação no grupo de controle da Usiminas para 51,5%.

Segundo as partes, a transação está sujeita à aprovação das autoridades de defesa da concorrência do Brasil, como o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), e será financiada com dinheiro em caixa.

Em comunicado enviado ao mercado, assinado por Thiago da Fonseca Rodrigues, vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores da Usiminas, a siderúrgica informa que “em conformidade com o Acordo de Acionistas, Nippon Steel Corporation (“NSC”) e Ternium Investments S.à.r.l (“Ternium”) tem conjuntamente gerido os negócios da Usiminas como um grupo de controle, com a participação da Previdência Usiminas (“PU”).

Considerando o desafiador ambiente de negócios em que a Usiminas está envolvida, NSC e Ternium compartilham o entendimento de que uma liderança mais forte por qualquer dos referidos acionistas se faz necessária para o crescimento ainda maior dos valores corporativos da Usiminas.

Nesse sentido, ambas as partes compartilham a percepção e concordam que uma nova estrutura de governança em que a Ternium, por ter uma extensa rede de negócios na América Latina, tenha um papel mais importante beneficiaria os interesses de todos os stakeholders da Usiminas”, informa o Fato Relevante da siderúrgica emitido nesta quinta-feira (30).


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