O candidato a prefeito de Belo Horizonte pelo Republicanos, Mauro Tramonte, presenciou de perto a triste realidade do esgoto correndo a céu aberto e poluindo a Lagoa da Pampulha, um dos principais cartões-postais da cidade. Durante sua visita à orla da Lagoa nesta quinta-feira (29/08), Tramonte criticou o enorme desperdício de recursos públicos em tentativas fracassadas de despoluição ao longo das últimas duas décadas.

“É muito triste ver a Lagoa da Pampulha, um lugar lindo, cartão-postal da nossa cidade, tão poluída. Em 20 anos, foram gastos mais de R$ 1,5 bilhão em projetos de despoluição, segundo dados da CPI da Câmara Municipal, e nada foi resolvido. Temos propostas de procurar a UFMG, trazer os técnicos ao local para iniciar um trabalho que será desenvolvido durante toda a nossa gestão,” afirmou Tramonte.

Além disso, o candidato destacou sua intenção de buscar ajuda internacional para enfrentar o problema histórico da poluição na Lagoa da Pampulha. “Já conversamos com o cônsul do Reino Unido, que nos ofereceu a tecnologia utilizada por eles para despoluição das águas. Precisamos acabar com esse impasse entre a Copasa e a Prefeitura, onde uma empurra a responsabilidade para a outra. Não podemos continuar assim, é preciso resolver essa situação,” afirmou Tramonte.

Durante seu passeio pelo entorno do Parque Ecológico, Tramonte observou de perto o esgoto correndo a céu aberto. “Muitas residências despejam esgoto na Lagoa da Pampulha. Precisamos identificar cada ponto de despejo e realizar o tratamento adequado. Estamos diante de um cartão-postal maravilhoso que, nos anos de 1950, era utilizado para esportes aquáticos, mas que hoje ninguém pode aproveitar. Há anos estão aplicando medidas paliativas. Vamos desenvolver projetos que realmente acabem com a poluição da Lagoa da Pampulha,” ressaltou o candidato.

O ambulante Milton da Penha Lemos, de 63 anos, que trabalha na região, lamenta o descaso com a Lagoa da Pampulha. “O acúmulo de lixo, a poluição das águas e o mau cheiro incomodam tanto os turistas quanto quem trabalha nos arredores da Lagoa. Trabalho na entrada do Parque Ecológico há cinco anos e não aguento mais tanto descaso,” desabafou.

Segundo Milton, o mau cheiro é insuportável. “Na hora do almoço, quase não consigo comer por causa do odor. Não adianta a prefeitura tratar a água da Lagoa e deixar de lado os córregos que deságuam aqui. Precisamos mudar essa situação,” concluiu.


Avatar

administrator