A Prefeitura de Uberlândia deu início aos processos de registro de 7 bens como patrimônio cultural imaterial do município. A iniciativa é conduzida pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, em conjunto com o Conselho Municipal de Patrimônio Histórico Arqueológico Artístico e Cultural, o Comphac, e busca reconhecer e preservar manifestações tradicionais da cidade.

Entre os bens incluídos nos processos estão as feiras livres, o pastel de feira, a capoeira, o Carnaval, a festa do Santuário de Nossa Senhora da Abadia, o Festival de Dança do Triângulo e a Banda de Música Voluntários da Pátria da 9ª Região da Polícia Militar. Os pedidos de registro foram abertos ao longo de 2025, durante o 1º ano da atual gestão municipal.

Os dossiês técnicos necessários para a formalização dos registros são elaborados conforme a lei municipal nº 10.662, de 13 de dezembro de 2010. A legislação estabelece critérios e procedimentos para o reconhecimento de bens imateriais como patrimônio cultural, garantindo proteção institucional e valorização dessas manifestações.

O processo de registro envolve diversas etapas, incluindo a comprovação da relevância cultural dos bens para a memória, identidade e formação da comunidade local. Também são realizadas publicações oficiais, elaboração de estudos técnicos detalhados, emissão de pareceres e posterior homologação pelo Poder Executivo, culminando na publicação de decreto que formaliza o reconhecimento.

As propostas podem ser apresentadas por integrantes do Comphac, órgãos públicos ligados à cultura, educação ou turismo, além de cidadãos, entidades e associações civis. A participação da sociedade é considerada fundamental para identificar e valorizar práticas culturais que representam a história e o cotidiano da população.

O reconhecimento como patrimônio imaterial garante a continuidade dessas expressões culturais, fortalecendo a identidade coletiva e promovendo sua transmissão às futuras gerações. Além disso, contribui para a valorização de tradições locais e para o desenvolvimento cultural e turístico do município.

Os bens imateriais englobam formas de expressão, modos de fazer, saberes tradicionais e práticas coletivas que refletem a diversidade cultural. A iniciativa reforça o compromisso do município com a preservação de sua memória e com o incentivo à cultura local.

Foto: Danilo Henriques /PMU


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