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Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Fundação Ezequiel Dias (Funed) conseguiram isolar, pela primeira vez no Brasil, o vírus da varíola dos macacos. O procedimento foi feito em laboratório de biossegurança nível 3, um laboratório de contenção.

E o processo foi confirmado também por abordagem molecular (PCR) e visto por microscopia eletrônica. O resultado foi apresentado na última semana e é importante para avanço do diagnóstico e pesquisas.

Segundo a assessoria da UFMG, o isolamento de um vírus é um método específico para o diagnóstico e fornece evidências da presença em amostras clínicas.

No caso de agentes infecciosos, isso é importante, porque permite a manipulação, sem risco de contaminação das equipes de pesquisa, que poderão estudar as características biológicas e imunológicas e buscar desenvolver vacinas e testes de novas drogas, entre outras possibilidades de avanço no manejo da doença.

Os pesquisadores destacam que não se trata ainda de um estudo, mas resultado do trabalho de contraprova que vem sendo realizado desde os primeiros sinais da varíola dos macacos, para certificar o diagnóstico do vírus.

“Essa parceria entre a Funed com as universidades tem sido de fundamental importância para o avanço nos diagnósticos e nas pesquisas de ponta realizadas no estado de Minas e no Brasil, auxiliando os gestores nas tomadas de decisão”, afirmou o pesquisador Felipe Ian, chefe do Serviço de Virologia da Funed.

Certificação

O isolamento do monkeypox rendeu um certificado da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), aos integrantes do Laboratório de Vírus da UFMG e à equipe do laboratório de contenção, que se destina a pesquisas com vírus, bactérias, fungos e outros microrganismos causadores de doenças transmitidas pelo ar.

A doença

Causada pelo monkeypox vírus, muito parecido com o da varíola humana, a doença provoca febre, dores de cabeça e no corpo, além de fadiga, lesões cutâneas e inflamação de linfonodos.

Ela pode ser transmitida por contato direto com secreções respiratórias, lesões na pele, além de fluídos corporais e objetos contaminados.

A principal recomendação é o isolamento de pessoas infectadas para evitar a transmissão. As medidas preventivas incluem higienizar frequentemente as mãos e evitar o contato com pessoas e animais infectados.


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