O encerramento da campanha de vacinação contra a paralisia infantil nesta sexta-feira, 12, não significa o fim do estoque do imunizante.

Com baixa adesão do público, segundo o diretor de Promoção a Saúde e Vigilância Epidemiológica, Paulo Roberto Correa, da secretaria Municipal de Saúde, o apelo agora é para que os pais procurem o quanto antes os postos de saúde da capital, de 8h às 17h, para vacinarem as crianças.

“Muitos pais não conhecem a doença, ela é uma doença que não existe no Brasil desde 1989. Então, os pais não dão muita importância, mas a gente tem que ressaltar que é uma doença grave, que leva a morte e pode deixar seque-las. E também temos que lembrar a questão das fake news, são fatores que podem estar associados a baixa adesão”, disse Correa.

O ministério da Saúde repassou 104 mil vacinas contra a Poliomielite para a Prefeitura de Belo Horizonte, destinadas as crianças de um a quatro anos. Cerca de 63% foram vacinadas, quando o ideal seria 95%. Os dados são do último boletim, divulgado no dia 26 de setembro.

Paulo Roberto Correa ressalta as consequências na vida uma criança que não for vacinada no tempo certo. “O Brasil é um país que está em risco, com a reintrodução da paralisia infantil, pela questão das baixas coberturas vacinais. Então, se este vírus voltar a circular aqui, no nosso meio, e encontrar uma população de crianças não vacinadas, elas poderão adquirir essa doença e, infelizmente, algumas delas vão ter sequelas, ou paralisia dos membros, ou até mesmo óbito”.  

O balanço realizado pela prefeitura de Belo Horizonte de crianças vacinadas e doses aplicadas vai ser conhecido na próxima segunda-feira, 3 de outubro. A campanha de vacinação da Poliomielite teve início no dia 8 de agosto e vai ficar a cargo do Ministério da Saúde definir a prorrogação da iniciativa de mobilização vacinal.


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