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O atual cenário da meningite em Belo Horizonte, com seus números preocupantes: em 2021, apenas 68,4% das crianças de 0 a 1 ano receberam o imunizante (Meningocócica C Conjugada), o que representa um total de 19.569 bebês.

Uma doença grave, que pode matar em 24 horas, e que mesmo assim tem apresentado uma taxa cada vez mais baixa de vacinação.

O dado revela queda em relação a 2020, que registrou 87,8% de imunizados, o que equivale a 26.466 crianças. Os números estão muito aquém do esperado: para realmente conseguir um bloqueio da transmissibilidade da doença, o ideal seria uma cobertura a partir de 90%, conforme explica o médico infectologista Mozar Neto.

“O meningococo tipo C é uma bactéria que causa um quadro muito grave de meningite, septicemia (infecção da corrente sanguínea), com complicações graves de torpor, coma e morte”, diz ele. “É uma doença de difícil diagnóstico.

A evolução às vezes é tão rápida que quando se administra a primeira dose do antibiótico e se tem a confirmação do diagnóstico, já é muito tarde”, afirma o especialista.Situação da meningite em Minas
Em todo o Estado, os números também são preocupantes.

Conforme os números divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), que compilou os dados de 2017 a 2021, a cobertura vacinal para meningite entre adolescentes de 11 a 14 anos ficou em 60,81% no período. Só neste ano, duas pessoas morreram por conta da enfermidade no Estado, com idade entre 40 e 59 anos.

As chamadas fake news — ou seja, informações falsas sobre as vacinas — são um dos motivos para as baixas taxas de vacinação, de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG).

“O foco direcionado para a vacinação contra a Covid-19, o medo da pandemia e a disseminação de fake news são alguns dos motivos que fizeram com que as pessoas deixassem de levar as crianças para vacinar”, diz a pasta.

Nesse sentido, campanhas têm sido feitas para desmistificar a imunização e para aumentar a taxa de vacinação, com material explicativo sobre a doença, as causas e as formas de prevenção. Nesse cenário, o infectologista Mozar Neto garante: a vacina é, sim, segura.


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