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O candidato ao governo do Estado pelo PSD quer colocar na mesa do Palácio do Planalto metas de investimento em estradas, na saúde e assistência social, além da renegociação da dívida com a União

Recolocar Minas Gerais nos trilhos só será possível em parceria com o governo federal. Com saúde e infraestrutura como os principais pilares das suas propostas, o candidato ao governo do Estado pelo PSD, Alexandre Kalil, já avisou que sua meta é entregar ao ex-presidente Lula, apontado nas pesquisas como favorito ao Palácio do Planalto, um plano para que Minas volte a ser contemplada com duplicação e pavimentação de estradas, ampliação da estrutura da saúde pública e do investimento em assistência social.

Estou junto com o presidente Lula nesta luta. Que ele assuma a presidência para salvar o nosso país e eu assuma o governo desse Estado, que está à beira da falência. Um governador alinhado com o presidente é muito importante. Nós vamos entregar ao presidente Lula uma pauta de salvação de Minas Gerais”, afirma Alexandre Kalil.

Outro objetivo do candidato do PSD é sentar com Lula para renegociar a dívida do Estado com a União, que nos últimos três anos e meio passou de R$ 114 bilhões para R$ 150 bilhões, sem o Regime de Recuperação Fiscal (RRF), como quer o atual governo estadual. Sem o aval da Assembleia Legislativa, o governador recorreu ao Supremo Tribunal Federal para aderir ao RRF.

Essa adesão, no entanto, vai inviabilizar os investimentos pleiteados pelo ex-prefeito de Belo Horizonte para o Estado. “Vamos ao governo federal renegociar a dívida de Minas, que só tem uma saída. Ter um presidente amigo de verdade e um governador que tenha coragem, que não seja subserviente ao presidente, como o nosso foi. Precisamos de ter amizade e o respeito do presidente da República para salvar Minas Gerais”, destaca. “Como que retoma crescimento? Fazendo um plano de recuperação do Estado. Não esse que está aí, que não pode contratar um médico, se precisar, e ainda perde o comando do Estado”, completa Kalil.

Aeroportos, estradas e hospitais

Em encontro com lideranças políticas, comunitárias e empresariais da Zona da Mata, em Juiz de Fora, Kalil ressaltou que a aliança com o Lula possibilitará, por exemplo, a duplicação da MG-353, de acesso ao Aeroporto Regional Presidente Itamar Franco. Ao visitar a cidade, em maio, Lula adiantou que quer fazer a obra caso seja eleito.

Temos que reconstruir, temos que ter cuidado. Estamos numa região que representou 42% do PIB de Minas Gerais e hoje só perde para o Vale do Jequitinhonha. Isso é abandono, é falta de cuidado. O Aeroporto de Juiz de Fora tem o mais difícil, que é alfândega. O porto seco está aí. Aqui não é um rub de carga porque não há vontade política. Não sabem sentar e dizer vamos viabilizar, fazer um planejamento. Isso não custa dinheiro, não é investimento”, disse Kalil.

O Hospital Regional de Juiz de Fora é um dos 11 com obras inacabadas em Minas, que não foram pra frente na atual gestão. A viabilização dos custos de operação dos hospitais também depende de apoio do governo federal. Cada um custaria, em média, R$ 20 milhões por mês aos cofres públicos. “Não sou neófito em abertura de hospital, sei abrir e abri um com 450 leitos e 80 UTIs, que foi o Hospital Célio de Castro, em Belo Horizonte, no Barreiro. Com esse Regime de Recuperação Fiscal, como equipar e colocar gente dentro de um hospital regional se está vedada por lei a contratação de médicos, enfermeiros e outros funcionários da saúde?”, questiona o ex-prefeito de BH.

A aliança com o governo federal também permitirá o crescimento do investimento em assistência social em Minas, que caiu de R$ 2,2 bilhões em 2014 para R$ 400 milhões em 2021. “O Estado está todo abandonado. Nós tivemos uma década perdida. A época do presidente Lula foi uma época do desenvolvimento, de emprego, quitação da dívida desse país. Meu plano de governo está sendo elaborado com cuidado por técnicos. É um plano de governo de reconstrução desse Estado. Quando você governa, você reconstrói, como eu fiz em Belo Horizonte”, disse Kalil.

Imprensa

Kalil destacou o papel fundamental da imprensa ao apontar as demandas em um Estado de grande extensão territorial como Minas, que é maior que a França. Ele relembrou que se reuniu com a diretoria da Associação Mineira de Rádio e Televisão (Amirt), em junho. “Temos que apoiar a imprensa do interior da mesma forma que a grande mídia. Nós temos que levar a notícia do que está sendo feito em cada região inclusive para que essa mídia denuncie as carências que o governador não fica sabendo”.


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