Um vazamento de gás registrado na manhã de quarta-feira provocou a paralisação total da plataforma P-40, instalada no campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos, no litoral do Rio de Janeiro. Não houve registro de feridos, segundo informações iniciais divulgadas após o incidente. A ocorrência foi informada pelo Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, que acompanha o caso e cobra esclarecimentos formais da Petrobras sobre as circunstâncias do ocorrido.

A plataforma P-40 entrou em operação em 2001 e atua como unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência, desempenhando papel relevante na produção nacional de petróleo. Atualmente, de acordo com o sindicato, a unidade vinha sendo operada por equipes de contingência da estatal, em substituição aos trabalhadores regulares que aderiram à greve da categoria.

“É mais uma comprovação da irresponsabilidade da Petrobras em manter plataformas com equipes de contingência, sem a devida garantia de capacidade técnica. A própria empresa desrespeita normas básicas de segurança”, afirmou Alexandre Vieira, coordenador do Departamento de Saúde do Sindipetro-NF.

Em nota oficial, a Petrobras declarou que “o incidente não tem relação com o movimento de paralisação dos trabalhadores” e assegurou que “a produção das demais plataformas da Bacia de Campos segue normalmente”. A estatal confirmou a interrupção temporária da produção da P-40 e informou que o sistema de segurança identificou o vazamento, acionando imediatamente os protocolos previstos.

Segundo a empresa, como medida preventiva, todas as linhas da plataforma foram despressurizadas, garantindo a integridade dos trabalhadores e das instalações. A Petrobras também afirmou que comunicou os órgãos reguladores competentes e que será formada uma comissão interna para apurar as causas do vazamento. “A companhia está adotando todas as providências necessárias para esclarecer o ocorrido e evitar”.

Foto: Divulgação/Petrobras


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