O novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, toma posse nesta quinta-feira, no Palácio do Planalto, em uma cerimônia que deve ocorrer de forma reservada, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-ministro Ricardo Lewandowski. A solenidade, segundo o Planalto, não teve convites distribuídos e deverá acontecer no gabinete presidencial, sem público externo ou ampla divulgação.
A posse marca o início formal da gestão de Wellington após dias de transição conduzidos de maneira discreta. A agenda também abre espaço para o primeiro encontro presencial entre o novo titular e Lewandowski desde a saída do antecessor, oficializada na última sexta-feira. Desde então, o Ministério da Justiça vinha sendo comandado interinamente pelo secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto.
Anunciado por Lula na terça-feira, Wellington cumpre seu segundo dia de transição na pasta, considerada estratégica dentro da Esplanada dos Ministérios. Ele tem recebido informações detalhadas sobre as atribuições do órgão e sobre os principais desafios administrativos e políticos que encontrará à frente da Justiça. Auxiliares relatam que o futuro ministro tem adotado postura cautelosa neste início.
Até o momento, Wellington participa da transição acompanhado apenas de um assessor e ainda não confirmou nomes para cargos de confiança. Os atuais secretários do ministério não foram chamados individualmente para conversas. Aliados afirmam que a prioridade, neste momento, é compreender o funcionamento interno da pasta, e que mudanças na equipe devem ocorrer de forma gradual.
Na quarta-feira, a primeira reunião técnica foi realizada com Manoel Carlos, quando Wellington recebeu relatórios com diagnósticos das secretarias de Justiça, Consumidor, Políticas sobre Drogas, Segurança Pública, Políticas Penais, Assuntos Legislativos, Acesso à Justiça e Direitos Digitais. Também foram apresentados dados operacionais da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Força Nacional, além da situação dos fundos vinculados ao ministério.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado por Lula ao Supremo Tribunal Federal, tem atuado como interlocutor próximo neste início de gestão. Pessoas próximas relatam que ele tem oferecido orientações e apoio político, reforçando a confiança do presidente na escolha de Wellington para comandar a pasta. A expectativa é de mudanças graduais após a consolidação inicial.
Foto: Ricardo Stuckert/PR

