O nome da pediatra e sanitarista Zilda Arns foi incluído hoje no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.
A inscrição foi publicada hoje pelo governo no Diário Oficial da União, assinada pelo presidente Lula (PT) e pelos ministros Margareth Menezes (Cultura), Flávio Dino (Justiça e Segurança Pública), Nísia Trindade (Saúde) e a secretária-executiva do Ministério dos Direitos Humanos, Rita Cristina de Oliveira.
Chamada de “Madre Teresa brasileira”, a médica foi indicada três vezes ao prêmio Nobel da Paz. Ela criou a Pastoral da Criança, parte da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), que fazia visitas domiciliares a famílias pobres.
“Graças ao trabalho coordenado por ela, houve uma mudança significativa nos cuidados básicos da saúde das crianças em comunidades mais pobres, com redução de mortalidade e desnutrição infantil”, disse a sobrinha dela, Lilian Arns.
Zilda morreu em 2010, aos 75 anos, vítima de um terremoto no Haiti. Ela estava no país em missão humanitária. A família quer torná-la santa desde 2015, e o processo está em andamento.
Livro fica no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na praça dos Três Poderes em Brasília.
Documento homenageia pessoas que se destacaram na história do Brasil, especialmente em relação à democracia e liberdade, e é considerado peça importante para a preservação da memória nacional.
Alguns dos nomes inscritos são Tiradentes, Zumbi dos Palmares, Chico Mendes, Machado de Assis e Heitor Villa-Lobos.
Para fazer parte da coletânea, é preciso que o projeto de lei com o pedido de inclusão seja aprovado pelo Senado e a Câmara dos Deputados. O nome só pode ser inserido ao menos 10 anos após a morte do homenageado.

