O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, enviou petição ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando a dispensa de seu depoimento como testemunha de defesa em uma das ações penais relacionadas à tentativa de golpe de Estado investigada pela Corte. O pedido foi apresentado diretamente ao relator do processo, ministro Alexandre de Moraes.
Múcio foi arrolado como testemunha pelo tenente-coronel Rafael Martins de Oliveira, um dos réus do chamado núcleo 3, composto por militares e agentes envolvidos na execução das ações golpistas. Oliveira é acusado de ter participado de um plano de monitoramento de Moraes, conhecido como “Copa 2022”, que previa eventual sequestro do magistrado.
Na petição, o ministro da Defesa afirmou desconhecer qualquer elemento ligado ao caso e solicitou a dispensa de sua oitiva. “O requerente informa que desconhece os fatos objeto de apreciação na presente ação penal, motivo pelo qual requer o indeferimento da sua oitiva na qualidade de testemunha”, registra o documento enviado ao STF.
O núcleo 3 inclui nove militares e um agente da Polícia Federal e está no centro das investigações sobre a execução direta da tentativa de subversão institucional. As audiências com testemunhas desse grupo estão previstas para a próxima semana.
Já nesta terça-feira, terão início os depoimentos de testemunhas ligadas ao núcleo 2 — responsável pela coordenação das ações — e ao núcleo 4, apontado como responsável pela disseminação de desinformação durante o período investigado.
A defesa de Múcio aguarda decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre o pedido de dispensa, feito com base na ausência de vínculo direto com os fatos apurados no processo.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

