O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), demonstrou irritação com o rótulo de traidor que alguns parlamentares começaram a associar a ele após sua decisão de não apoiar Elmar Nascimento (União Brasil-BA) em sua sucessão na Casa. Lira discutiu o assunto diretamente com Elmar, que, nos bastidores, vinha expressando seu descontentamento com o amigo por não ter sido escolhido como candidato. Durante a conversa, Elmar reforçou seu sentimento de traição e manteve críticas que havia feito a colegas sobre o ocorrido.

As tensões entre Lira e Elmar aumentaram no último fim de semana, quando Lira indicou sua preferência por Hugo Motta (Republicanos-PB) como sucessor, gerando ressentimento no líder do União Brasil. Embora Lira alegue não ter impedido a candidatura de Elmar, o deputado baiano se sentiu traído, especialmente por sua longa amizade com Lira e a expectativa de receber seu apoio.

Elmar passou a se distanciar de Lira e intensificou os esforços para atrair o apoio do governo Lula à sua candidatura. Ele se encontrou com Lula e reafirmou sua pré-candidatura à presidência da Câmara, buscando formar uma coalizão entre o União Brasil e o PSD para disputar a sucessão. Elmar também garantiu que não traria o PL, partido de Jair Bolsonaro, para essa aliança.

A escolha de Lira por Hugo Motta enfureceu aliados de Elmar, que acusaram Lira de traição. Parlamentares como Fernando Marangoni (União Brasil-SP) e Alexandre Leite (União Brasil-SP) manifestaram publicamente sua insatisfação, afirmando que a atitude de Lira foi uma traição não apenas a Elmar, mas também ao partido e à autonomia da Câmara.

Elmar, por sua vez, intensificou sua articulação com o governo, demonstrando vontade de estabelecer um canal direto de diálogo com ministros, distanciando-se ainda mais de Lira. A expectativa agora é que Elmar continue buscando apoio, enquanto Lira segue com sua escolha de Motta para a sucessão na presidência da Câmara.

 

 


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