Leandro Almada da Costa foi nomeado diretor de Inteligência da Polícia Federal (PF), conforme portaria assinada nesta terça-feira, 3, pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa. Almada substitui Rodrigo Morais Fernandes, que assume a função de adido da corporação em Londres.
O cargo, de alta relevância na estrutura da PF, é responsável por liderar investigações sensíveis. Almada já conduziu casos de grande repercussão, como o das joias sauditas vinculadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), os atos de 8 de janeiro, e denúncias envolvendo figuras públicas, incluindo a deputada Carla Zambelli (PL-SP) e o ex-ministro Silvio Almeida.
A trajetória de Almada na investigação do assassinato da ex-vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes foi decisiva para sua nomeação. Antes mesmo da PF integrar o caso, Almada revelou obstruções nas apurações e indicou uma organização criminosa por trás do crime. Em 2022, como chefe da PF no Rio de Janeiro, ele negociou delações premiadas com Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, os executores confessos, trazendo à tona nomes dos supostos mandantes.
Enquanto Almada assume a Diretoria de Inteligência, Rodrigo Fernandes, seu antecessor, se prepara para atuar na Embaixada do Brasil em Londres. Fernandes é reconhecido por ter liderado a investigação do ataque a Jair Bolsonaro em 2018, concluindo que Adélio Bispo agiu sozinho, sem vínculos com mandantes.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

