O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) solicitou à Justiça, nesta segunda-feira (9), o bloqueio de R$ 200 milhões das contas da empresa Jaguar Mining, além do pagamento emergencial de R$ 10 mil para cada núcleo familiar afetado pelo deslizamento de rejeitos da mina Turmalina, ocorrido no sábado (7) no povoado de Casquilho, em Conceição do Pará, Centro-Oeste de Minas Gerais.
O deslizamento forçou a remoção de 134 pessoas de suas casas. Os moradores foram abrigados em hotéis e casas de familiares. Até o momento, sete imóveis foram atingidos pelos rejeitos, segundo o Corpo de Bombeiros. A Agência Nacional de Mineração (ANM) informou que um posto de combustível foi parcialmente afetado, mas os tanques permaneceram intactos.
O pedido, assinado por quatro promotores, inclui a proibição de operações na mina até que auditorias técnicas independentes e profissionais da empresa atestem a segurança do local. A restrição não abrange medidas necessárias para garantir a estabilidade e o monitoramento.
A Jaguar Mining declarou que identificou uma anomalia na pilha de rejeitos durante uma inspeção no sábado e notificou os órgãos reguladores. O MP reforça que busca garantir a segurança das comunidades e a reparação dos danos causados pelo deslizamento.
Foto: Michele Carvalho/TV Integração

