O prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), delegou ao procurador-geral do município, Hércules Guerra, parte de suas atribuições administrativas, conforme decreto publicado no Diário Oficial do Município (DOM) nesta terça-feira (24 de dezembro). A decisão autoriza Guerra a atuar em questões como autorização, cessão, concessão, permissão, alienação gratuita ou onerosa, doação, permuta e investidura do patrimônio público. Na prática, ele poderá assinar escrituras de venda de imóveis utilizados em políticas de habitação, além de outras ações orçamentárias do Executivo.

A medida foi definida após uma reunião realizada na segunda-feira (23 de dezembro), que contou com a presença de Fuad e os secretários Paulo Lamac (Assuntos Institucionais e Comunicação Social) e Leonardo Colombini (Planejamento, Orçamento e Gestão), além de Guerra e assessores. Durante o encontro, Fuad ainda estava internado no Hospital Mater Dei, tratando um quadro de diarreia e sangramento intestinal. Ele recebeu alta no fim da tarde de segunda-feira, após cinco dias hospitalizado, e deve passar o Natal em casa com a família.

Ainda no DOM, Fuad abriu dois créditos suplementares ao orçamento, nos valores de R$ 1,17 milhão e R$ 240,9 mil, destinados ao Fundo Municipal de Saúde e à Procuradoria-Geral do Município, respectivamente. Em nota, a Prefeitura destacou que a delegação de poderes ao procurador-geral busca otimizar atos administrativos e não está relacionada ao estado de saúde do prefeito, que está em recuperação.

Fuad enfrenta uma série de desafios médicos desde sua reeleição. O prefeito foi internado quatro vezes desde sua vitória no segundo turno das eleições. Em junho, foi diagnosticado com linfoma não-Hodgkin, um tipo de câncer que afeta o sistema imunológico. Após cirurgia para retirada do tumor, ele conciliou sessões de quimioterapia com a campanha eleitoral e suas funções como prefeito. Desde outubro, Fuad está em remissão, conforme divulgado pela equipe médica.

Além do tratamento contra o câncer, Fuad lida com complicações de saúde decorrentes do uso de anticoagulantes. Em novembro, ele foi hospitalizado com dores nas pernas causadas por neuropatia periférica, uma condição associada ao tratamento oncológico. Posteriormente, em dezembro, enfrentou uma infecção que evoluiu para pneumonia e sinusite, exigindo tratamento intensivo com antibióticos.

Apesar das internações frequentes, Fuad mantém sua agenda administrativa ativa. Durante sua recuperação, a delegação de atribuições ao procurador-geral busca garantir o andamento de atividades essenciais, como a gestão do patrimônio público e ações relacionadas ao orçamento municipal.

A situação de saúde do prefeito, embora delicada, não tem afetado sua determinação em liderar a capital mineira. Fuad continua demonstrando comprometimento com a cidade, mesmo enquanto enfrenta desafios médicos significativos. A Prefeitura reforça que as medidas administrativas adotadas têm o objetivo de assegurar a continuidade da gestão municipal, sem prejuízo à governabilidade.

 

Fotos: Adão de Souza/PBH