Após a posse, nesta quarta-feira (1º de janeiro), o vice-prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União), declarou que uma possível licença do prefeito Fuad Noman (PSD) depende de decisão pessoal dele, de sua família e do corpo médico. Fuad, que participou da cerimônia de forma remota devido à recuperação de um tratamento contra o câncer, mostrou sinais de debilidade.

Damião, que leu o discurso de Fuad durante a posse, evitou emitir opinião sobre o afastamento do prefeito. “É algo que depende dele, da família dele e dos médicos”, ressaltou o vice, atribuindo as dificuldades de fala de Fuad às sequelas do tratamento. “Não é fácil superar um processo como esse”, acrescentou.

O vice-prefeito afirmou que seu papel é apoiar Fuad nas decisões. “O que ele pode ter certeza é que estou aqui para ajudá-lo em tudo o que ele decidir, da forma como achar melhor”, disse Damião, que mencionou visitas frequentes ao prefeito para discutir assuntos da cidade.

Questionado sobre a capacidade de Fuad em exercer o mandato, Damião garantiu que o prefeito continua trabalhando. “Ele está despachando de casa, se reunindo comigo e com secretários. Já estivemos com ele debatendo a cidade. Ele está em recuperação e melhorando”, pontuou.

Damião ainda destacou que a campanha pela reeleição foi exaustiva, mas enfatizou a força de Fuad. “Ele é um líder forte, resiliente, e superar uma doença como essa em meio a uma campanha para a terceira maior capital do país não é tarefa fácil”, concluiu o vice-prefeito.

Foto: Cristina Medeiros/CMBH


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