O Partido dos Trabalhadores (PT), liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, admite a possibilidade de perder espaço no governo em uma reforma ministerial prevista para o início de 2025. Atualmente, a legenda comanda 12 dos 39 ministérios da Esplanada. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou ao jornal Valor que aguarda uma reunião com Lula para tratar do tema. “Estou esperando o presidente Lula me chamar para tratar desse assunto”, disse Gleisi.
A discussão sobre a reforma foi reforçada em entrevista do ministro da Casa Civil, Rui Costa, à GloboNews na semana passada. Segundo Costa, que também é um dos 12 petistas no primeiro escalão do governo, as mudanças devem ser realizadas até a primeira reunião ministerial de 2025, agendada para o próximo dia 21.
A primeira alteração na equipe ministerial já foi feita na última semana, quando Paulo Pimenta deixou o comando da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom). Ele foi substituído por Sidônio Palmeira, marqueteiro da campanha de Lula em 2022. Apesar de não ser filiado ao PT, Sidônio tem experiência em campanhas de petistas na Bahia. Gleisi destacou que Sidônio traz “a bagagem da campanha, conhece as propostas e tem proximidade com Lula”.
O PT ocupa ministérios estratégicos, como Fazenda, Educação, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social. Além disso, filiados ao partido lideram três pastas consideradas essenciais: Relações Institucionais, Secretaria-Geral da Presidência e Advocacia-Geral da União (AGU).
Nos bastidores, especula-se que a reforma ministerial aumentará a presença do Centrão no governo. Um dos nomes apontados para deixar o cargo é Alexandre Padilha, atual ministro de Relações Institucionais e deputado federal licenciado. A redistribuição de ministérios visa fortalecer a articulação política e consolidar a base do governo no Congresso.
Foto: Gabriel Paiva

